Arquivo para September, 2007

Sep 28 2007

Estamos na Itália

Escrito por Willian em Política

Nem na Itália se come tanta Pizza.

Vão aprovar a CPMF, escute o que estou dizendo. 

Na verdade, isso tudo é um grande teatro. A oposição faz de conta que se importa, mas não vejo vontade política para que algo realmente aconteça. Não haverá mudança alguma.

É uma safadagem sem tamanho, isso sim.

A Mary W. disse no blog dela que é A FAVOR da cobrança da CPMF.

Bem, eu não sou.

O país já tem uma carga tributária absurda, principalmente sobre os salários. Um imposto a mais faz muita diferença.

O Lula disse que não governa sem CPMF. Esclarecendo, ele diz que ninguém consegue governar sem CPMF.

Engraçado que ele já foi CONTRA a CPMF. Mas sabe como é, os tempos mudam. Antes não podia, agora é necessário.

Fala que não é safadagem?

Veja só, isso tudo vai acabar do mesmo jeito que acabou o caso do Renan.

A CPMF vai ser aprovada e nós vamos continuar pagando absurdos de impostos.

Nem faca eles oferecem mais para cortar a pizza, não dá tempo. E, além do mais, dá muito trabalho.

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Sep 27 2007

Amor? Sexo?

Escrito por Willian em Pergaminhos

Eu acredito no amor.

Amo o amor!

Chamem-me de inocente, bobo alegre, marciano ou simplesmente humano.

Sei que alguns amores são difíceis de acreditar. Pode ser uma mentalidade tacanha, inhenta, mas não é fácil você engolir o caso do jovem bem apanhado de 24 anos casando com a bela quase-mãe coroa de 82 anos.

É um pensamento que corrói as pessoas. Ela 82 anos? Ele 24?

Conceitualmente não existe nada que possa justificar esse pensamento estúpido, nada além do PRÉconceito. O amor em essência une dois seres humanos que se querem bem. Certo?

Nas 1001 noites, a mesma mulher fez com que o desejo de seu companheiro (modicamente o sultão, neste caso) permanecesse ativo por todas as 1001 noites. Para quem tem mais de 12 anos - ou talvez menos que isso - sabe que as 1001 noites não são histórias que foram contadas na forma Disney; leia-se: para ninar.

Eram histórias que tinham por objetivo também estimular o pensamento. Era um jogo de sedução. Uma caça, onde a Presa era o caçador.

Mas o interesse não era somente a sedução. Havia o entretenimento, o desejo de continuar ouvindo, apreciando. Isso de querer ficar junto. E, para Sherazade, o desejo de continuar viva. Seria isso amor? Auto-preservação? May be…

A leitura, assim como a escrita,  tem esse charme: ela conquista. A sedução é mais forte, interna. O estímulo não é somente visual, físico; ele transcende. Mas isso tudo está dentro de sua cabeça, lá dentro.

Mas e o tal Amor? Vai rolar?

Amor cada um tem o seu. Uns tem o que merecem, alguns tem o que desejam e outros não tem nada.

Está sem amor? Então vá procurar um!

Sexo você encontra fácil, amor não.

O que a sociedade te vende? Sexo? Amor?

Nestes tempos de fast-food o amor pode ser indigesto, mas será a função do sexo te encher ou te satisfazer?

Só existe um problema, Sexo é escolha… Amor é sorte.

Voltando ao fidalgo lá de cima, o que ele comprou foi sorte ou escolha?

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Sep 26 2007

Caso Suzane Richthofen

Escrito por Willian em Amenidades

Acabei de ler no UOL uma notícia no mínimo engraçada.

A Suzane Richthofen pediu uma indenização que vai chegar à bagatela de R$ 950.000,00 para o Estado.

O motivo?

O Estado foi omisso em uma rebelião e ela sentiu "pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror".

Acho que isso merece um pensamento mais crítico.

Onde o Estado foi omisso? Em não garantir a segurança de uma presidiária, dentro do complexo, onde ela deveria passar por um regime que a permitisse voltar ao convívio social?

Que o sistema prisional Brasileiro é falido, isso não é questionável. Entretanto, se for assim, todas as detentas que estavam na mesma situação também passaram pelo mesmo terror, logo, são passíveis de solicitar uma indenização.

Então naquele caso que o Beira-mar participou de uma rebelião e vários presos foram mortos, as famílias também tinham que pedir indenização? É assim que funciona? Se o Estado tiver que indenizar toda e qualquer rebelião onde algum presidiário estiver se sentindo tolhido, então será um grande negócio ser preso.

Já pensou? Roubei uma galinha, me manda pro xilindró - chegando lá, armo uma bagunça, saio cinco dias depois e processo o Estado por uns 15 milhões. Haja paciência!

Não defendo que só pelo fato dela ser uma criminosa condenada não possua o direito de se defender da forma que achar mais correto. Acho que tem direito e deve exercê-lo. Mas há de existir parcimônia e esse processo contra o Estado é uma inversão sem tamanho.

Desculpe Suzane, mas se você não tivesse assassinado os seus pais friamente para conseguir a grana que agora está com o seu irmão, você não teria que ficar chorando pra ele e, mais importante, não teria sido presa. Se não estivesse presa, não passaria por tudo isso. Relativismo à parte, o que fica claro é que se ela não conseguiu arrancar uns trocados do irmão milionário, então que tente arrancar do Estado. Atitude aburdamente sem senso.

Esse caso todo foi muito parecido com filme, novela, sei lá. Quando ela sair da prisão, ainda vai escrever um livro, podem contar com isso. Basta esperar.

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Sep 25 2007

Sobre Blogs

Escrito por Willian em Amenidades

Acabei de ouvir um podcast da Soninha.

Ela falava sobre o que um blog deve ter, sobre o que ele deve levar em consideração e outras coisas mais para que ele seja “bem sucedido”.

Não vou discutir hoje o que significa bem sucedido, acho que vale pra outra hora.

Para quem não conhece a Soninha, ela é vereadora de São Paulo pelo PT e também participa de várias outras comunidades, entre elas blogs e até o programa Saia Justa da GNT.

No meu entender, ela tem opiniões bem centradas e com o que ela disse sobre blogs não é diferente.

É muito natural para quem começa um blog querer muita audiência, comentários e retorno sobre o que escreve, entretanto, não é assim que as coisas são. Aliás, é por isso que existem MILHARES de blogs que não andam.

Eles não passam da vigésima postagem e, em alguns casos, não chegam à quinta. Mas por qual motivo?

Até onde li, e isso pode estar errado, acontece por dois motivos principais:

  • Ansiedade
  • Pressão

Muita gente vai dizer que é a mesma coisa, mas continue comigo e veja que não é.

A Ansiedade é relativa ao retorno que existe, ou melhor, à expectativa de retorno. Como dito anteriormente, muita gente acha que pode, da noite para o dia, virar um milionário apenas monetizando o seu blog, aquela coisa de cinema, meio Hollywood. Não é tão simples. Na verdade, a Nospheratt explica isso em vários momentos em seu blog sobre monetização. Se o objetivo é ganhar dinheiro, precisa investir tempo, trabalho, suor, pesquisa, estudo, etc. Ou seja, um emprego, como outro qualquer… emprego não, uma empresa, porque o sucesso depende do gestor, que neste caso é você! Aí a coisa fica complicada, pois se tem que ter esforço, perde a graça. E isso tudo, falando exclusivamente de ganhar dinheiro.

Agora pense que a Ansiedade também advêm da necessidade que a pessoa sente de ter alguém que esteja “lhe dando” atenção, mesmo que de forma indireta, entende? Então, aí fica ainda mais complicado. Já pensou cinco posts? dez? vinte? E nenhum comentário? É para matar o coração do pobre desgraçado que postou. Aí a lambança já foi feita e o blog está no caixão, só esperando o cortejo.

Agora vem a segunda parte, sobre a Pressão.

A pressão de postar todo dia, ou com certa regularidade. Acontece que o blog é isso, postagens. Se você não posta, seu blog vai morrendo aos poucos, à mingua.

Então, devido à Ansiedade a Pressão aumenta e o cidadão começa a achar tudo muito complicado. Aí vem a descrença e o blog morre.

Tem que ter muito interesse em escrever, paciência e, a bem da verdade, tem que ser um pouco sem noção também. Porque isso de ficar escrevendo feito louco, publicando - não sabendo se alguém sequer vai ler - e pesquisando novos assuntos para escrever sobre eles, é uma nova estrada para encontrar o Nirvana, seja ele o céu dos budistas ou a banda cujo vocalista se afogava em heroína. Para o céu ou para o inferno, em um dos dois locais você vai chegar.

E você, o que acha?

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