Eu acredito no amor.

Amo o amor!

Chamem-me de inocente, bobo alegre, marciano ou simplesmente humano.

Sei que alguns amores são difíceis de acreditar. Pode ser uma mentalidade tacanha, inhenta, mas não é fácil você engolir o caso do jovem bem apanhado de 24 anos casando com a bela quase-mãe coroa de 82 anos.

É um pensamento que corrói as pessoas. Ela 82 anos? Ele 24?

Conceitualmente não existe nada que possa justificar esse pensamento estúpido, nada além do PRÉconceito. O amor em essência une dois seres humanos que se querem bem. Certo?

Nas 1001 noites, a mesma mulher fez com que o desejo de seu companheiro (modicamente o sultão, neste caso) permanecesse ativo por todas as 1001 noites. Para quem tem mais de 12 anos – ou talvez menos que isso – sabe que as 1001 noites não são histórias que foram contadas na forma Disney; leia-se: para ninar.

Eram histórias que tinham por objetivo também estimular o pensamento. Era um jogo de sedução. Uma caça, onde a Presa era o caçador.

Mas o interesse não era somente a sedução. Havia o entretenimento, o desejo de continuar ouvindo, apreciando. Isso de querer ficar junto. E, para Sherazade, o desejo de continuar viva. Seria isso amor? Auto-preservação? May be…

A leitura, assim como a escrita,  tem esse charme: ela conquista. A sedução é mais forte, interna. O estímulo não é somente visual, físico; ele transcende. Mas isso tudo está dentro de sua cabeça, lá dentro.

Mas e o tal Amor? Vai rolar?

Amor cada um tem o seu. Uns tem o que merecem, alguns tem o que desejam e outros não tem nada.

Está sem amor? Então vá procurar um!

Sexo você encontra fácil, amor não.

O que a sociedade te vende? Sexo? Amor?

Nestes tempos de fast-food o amor pode ser indigesto, mas será a função do sexo te encher ou te satisfazer?

Só existe um problema, Sexo é escolha… Amor é sorte.

Voltando ao fidalgo lá de cima, o que ele comprou foi sorte ou escolha?