Uma homenagem justa a uma das poesias mais interessantes que eu já vi.
Que Zé da Luz brilhe, onde estiver.
Ai Se Sesse
(Zé da Luz)
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Da vês que nois dois ficasse
Da vês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
E um agradecimento ao Cordel do Fogo Encantado, por perpetuar essa peça rara.
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Cordel é o que há!!!
Saca esse trecho de Chover (ou Invocação Para Um Dia Líquido):
“…Quando chove no sertão
O sol deita e a água rola
O sapo vomita espuma
Onde um boi pisa se atola
E a fartura esconde o saco
Que a fome pedia esmola…”
AETDB
Comment by Sidarta — 31/01/2008 @ 8:52 pm