As relações humanas sempre me impressionaram.
Todo mundo, mesmo aquelas pessoas que você não é capaz de acreditar, vivem em relações sociais freqüentes. E, algumas dessas relações, são no mínimo interessantes.
Não que isso valha um Oscar ou um Nobel. Claro que não. Talvez nem seja algo interessante de ser notado. Mas olhe por outro lado agora. Mude a ótica da observação. Talvez você veja o que eu vejo, talvez veja mais.
Lembra das festas de fim de ano? Natal? Ano Novo? Qual o propósito? Não é fato que durante a maioria do tempo, durante o ano, as pessoas se pegam, digladiam, falam mal, traem, lutam, etc.? Aí quando chega a festa (seja ela qual for) fica aquele clima de “tudo bem”. Uau!
Não digo que deva ser diferente disso. Acredito que, em maior ou menor grau, a sociedade [sentido amplo] nos obriga a essas relações. Afinal, o que se há de fazer? Pegar uma clava e sair batendo na cabeça das pessoas? É uma idéia divertida, mas não é funcional.
Não dá pra ser diferente. Ainda mais do tipo f0d@-se, sabe? Daquele jeito “não gosto, não convivo”. Nem sempre dá pra ser assim. Pensando melhor, talvez até dê; mas ia ser algo meio eremita, meio sábio da montanha. Clausura.
Mas a falsidade também é algo tão sui generis, tão única, que me espanta. Pessoas que não se suportam, conversando respeitosamente, até civilizadamente, veja só. Algo novo? Com certeza não. Inusitado? Também não creio que seja isso. Interessante? Sim, sem dúvida. Pelo menos pra mim.
Diferentemente da Regina Duarte, eu não tenho medo. Porque ela tem medo [de tudo].
Talvez eu esteja perdido nisso tudo, talvez minha ótica esteja errada; mas em uma situação dessas, no meio dessa banda toda, eu observo. E quando observo, eu aprendo.
Algumas coisas, decididamente, me enojam.