Apr 01 2008
Fiquei rico!
Fiquei rico!
Não ganhei na loteria não, antes que alguém pergunte.
O que aconteceu foi algo inusitado, mas foi exatamente assim.
Eu estava andando pela rua, olhando para os lados quando me vi conversando com Alfa Centauro, que me contava um pouco da história da dona Láctea. Coisa de fofoca pequena e sem maldade. Só um comentário mesmo.
Mas eu tinha que continuar minha ida, e passei a andar mais rápido, até chegar do lado do Walmart. Lá, pedi um Big Mac no Subway, mas daqueles especiais sabe, tipo eat fresh. Enquanto eu comia minha pizza do Habibs tomando coca-cola, me chegou Chitãozinho e perguntou se eu tinha visto o Mano Brown. O Xororó vinha atrás carregando umas sacolas do Carrefour. Coisa de cinema. Voltando ao Brown.
Falei que ele tinha acabado de passar com o Tim Maia, eles iam conversar com o 2PAC. Pra mim eles estavam mancomunados com os Mamonas Assassinas. No show que iam fazer no Rio, ia rolar de tudo. Aproveitei que eu estava em São Paulo e desci a paulista até chegar em Porto de Galinhas.
Lá, conversei com a Madonna que estava chateada porque estavam pegando no pé da Britney Spears.
“Coisa chata, né não?” e o Dalai Lama, que tomava uma caipirinha e comia camarão do meu lado, completou “É f0d@ mesmo, gente insana”.
Olhei pra ele com aquela cara de “Ó pai, ó” e ele falou “relaxa mano, é nóis”. Isso aí, pensei eu, "caveira".
Enquanto isso a Marisa Monte batia um papo com o Kurt Cobain, que ainda tava chateado por causa do lance da ex-esposa. Sabe como é, coração partido. Ela mandou uma de novos baianos enquanto o Bonno Vox trazia um copo de guaraná, feito de plástico reciclado e escrito “save the children, save the cheerleader, save the world”.
Nisso o Slash tocava com o Jack Johnson o reggae mais insano do mundo, enquanto o Bob Marley puxava o Dalai pro lado e falava “esses caras são show, nem eu faria melhor”.
Mas olhei no relógio e vi que a praia não estava pra cabritos. Saí de lá e subi pela Avenida Copacabana, esperando chegar ao Planalto. Passei perto de Belo Horizonte e acabei parando em Goiânia, para comer uma pamonha. Pamonha mesmo, de sal e com queijo.
Eu lá, comendo a minha bendita pamonha e chega o garçom, que não era o garçom, mas sim o Obama e pergunta “mais alguma coisa” e eu respondo “Sim, pelamordedeus tira o Bush de lá”. Ele suspirou triste e falou “Nem da hillary, que é mulher, eu dou conta” e saiu cabisbaixo.
Cara desanimado e preconceituoso, não paguei os dez por cento.
Andando na rua, chegando perto da catedral de Brasília vejo o Renato Russo sentado no banco ouvindo o Raul Seixas conversar sobre os anos do passado, coisa de 10.000 anos atrás. Sorri de leve e continuei o meu caminho.
Vênus, que brilhava desavergonhada no céu, me chamou para uma conversa e falei pra ela que se Marte descobre, eu ia parar pra lá de Plutão.
“É disso mesmo que quero falar, coitado do pequeno Ploutz, você não pode fazer nada?”
“Claro que posso, vou pedir pro Moraes Moreira conversar com o Arnaldo Jabor e enquanto ele estiver falando algo junto com o William Bonner, o Paulo Coelho vai fazer um ritual junto com o Papa, vai dar tudo certo, preocupa não”.
No meu caminho de volta, lá paro eu por Paris enquanto resolvo comer uma Pizza em Madri. Coisa de doido, penso eu. Por que não como um bom churrasco gaúcho, pra aproveitar que estou aqui na Hungria?
Fui comer o tal do churrasco. “Com café, por favor.” “Descafeinado?” “Não, com leite”.
Ah! picanha que estava boa, parecia um cachorro quente de quatro queijos.
“Companheiro, to precisando de você aqui, tão acusando a nossa colega de um tal de dossiê”.
E lá fui eu ajudar o Sarcozi com um problema com a Carla Bruni. Casamento novo é complexo e Companheiro é companheiro, fédapu… bem… vocês entenderam.
Nesse ínterim, o Machado de Assis me pediu uma carona, eu falei “Bora, e traz a Elba Ramalho também”.
E lá fomos todos no submarino amarelo, até sermos parados no semáforo pelo Duque de Caxias.
“Mas o que diabos você está fazendo aqui em Moscou?” Eu perguntei
“Vim ajudar o Mussolini com um acarajé que ele inventou de fazer para a Rainha Elizabeth”
Balancei a cabeça e continuei no meu calhambeque, “bi bí”.
Nisso o Ringo empurrou o Axl e saiu correndo. “Crianças, bah”.
Roosevelt trazia uma bandeja de prata com a cabeça de Orfeu. Perguntei o que era aquilo e ele me respondeu que no Labirinto do Fauno, Rá havia feito uma aposta com Odin e que Bastet deveria fazer uma sopa de oráculo. Como a esfinge bateu asas e voou, então aconteceu isso.
E não é que o pequeno Plutão apareceu junto com Júpiter.
“Que isso, foi nada não, não fosse a crise de Dengue teria saído uns doze minutos antes”.
Nisso achei um trevo de quatro folhas no chão e do lado dele tinha um ticket dourado do Willie Wonka.
Feliz Primeiro de Abril, pra todo mundo.
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