Pois é, o ano acabou.
E já vai começar novamente.
Eu não ia escrever nada, mas a coceira nos dedos me importunou tanto, que não teve como deixar passar.
Eu não quero te desejar paz, saúde, alegria e sucesso. Não, não quero. Inclusive, eu nem posso.
Acho hipócrita desejar isso especificamente no dia 31 de dezembro, quando o ano acaba e começa de novo. Fica parecendo que uma mágica vai acontecer e plum! Tudo vai se resolver. Não é assim…
E acho, sinceramente, que quem deseja isso deveria pensar um pouco mais. A menos que deseje isso todos os dias, o ano todo. Sinceridade conta demais nessas horas.
Mas não sejamos mal humorados, eu tenho alguns desejos para você. E desejo – todos eles – o ano todo, com sinceridade.
Eu te desejo sobreviver ao trânsito caótico das cidades, sem ter um ataque cardíaco. Que a alta dos preços não destrua o seu salário e lhe impeça de aproveitar algumas pequenas coisas e prazeres da vida. E que, após pagar suas contas, você ainda conserve um sorriso no rosto. (Sim, eu sei que é difícil)
Eu te desejo compaixão, não aquela de dar uma moedinha pro menino que fica pedindo no sinal, mas aquela que faça com que você, ao invés de tentar acalmar sua consciência com a tal da moedinha, tenha um ato de bondade verdadeiro, honesto e sincero.
Desejo ainda que você fique muito, muito rico. Mas não da noite para o dia e sim com a força do seu trabalho e a realização do sucesso, através do seu esforço. E que a vontade de trabalhar bastante sempre esteja com você, te deixando com alegria no rosto quando de um trabalho bem feito.
Que o seu ano novo seja repleto de oportunidades de ser uma pessoa melhor, melhor para você e para os que te cercam. E que nenhum maluco aponte uma arma na sua cabeça, roubando seu carro, sua casa ou sua vida.
Que você não encontre nenhuma bala perdida no seu caminho, enquanto está indo trabalhar, ou comprar o pão para o lanche, ou mesmo somente caminhando, para cuidar da saúde.
Cuidar da saúde; sim, eu te desejo isso também. Que você cuide da sua, o suficiente para ser saudável sem ser obsessivo ou bitolado. O seu corpo é fenomenal e fundamental, mas, no fim, ele é uma ferramenta. Aceite isso e dê a ele o valor que ele merece. Nem mais, nem menos.
Sexo, muito sexo. Que você aproveite ao máximo, respeitando e sendo respeitado, sem falsos pudores, sem meias verdades, só aproveitando – com consciência e, friso, respeito. Lembrando sempre que o mundo não precisa de mais uma pessoa doente ou de uma boca não planejada para alimentar; isso mesmo, use camisinha!
Que você consiga ir naquelas festas legais que vão acontecer e que, quando for embora, não seja atropelado por um bêbado, um drogado ou uma mistura dos dois. E melhor ainda, que você não seja esse bêbado, drogado (ou os dois) a atropelar alguém.
Saiba que a melhor coisa que pode te acontecer no ano que se inicia é viver a sua vida, da forma que você acha melhor; mas para isso, você precisa estar vivo. Pense nisso.
Não adie as decisões que você precisa tomar, ou adie-as se for necessário. Tenha em mente, entretanto, que as decisões que você toma é que moldam o seu caminho e a sua forma de viver.
Decida-se.
Lembre-se sempre que viver pode ser um tormento ou, como me dizia um conhecido, “a mais fantástica aventura”. Nem sempre a escolha está em nossas mãos, mas se estiver (ou quando estiver), faça a escolha certa. Escolha você.
Todos tem uma vida, e Deus deu essa vida para cada um; assim, cuide da sua e deixe os outros cuidarem da deles.
Tenha em mente que cada um tem os seus problemas, e o que parece simples para você pode ser uma provação para outra pessoa; pessoas diferentes, problemas diferentes. Ajudar sempre é bom, interferir não.
E pare de ficar pedindo tudo à Deus. Ele já está ocupado o bastante com as pessoas na África que não tem uma gota de água para beber, ou com a faixa de Gaza que sempre recebe um míssil de algum dos países vizinhos, ou com as crianças largadas pelo país. Já tem gente demais pedindo coisas, faça diferente. Trabalhe e lute pelo que você quer. Acredite, os resultados vão te supreender.
Entre na academia, se case, se separe, seja ativo durante um dia todo ou fique deitado no sofá curtindo a preguiça, compre um apartamento, venda o carro, peça outro tipo de cerveja, viaje para um lugar que você não conhece, cumprimente um desconhecido, enfim… mude! Faça algo diferente que você sempre quis fazer e nunca teve coragem, ou tempo, ou ânimo. Seja ativo, seja preguiçoso, mas acima de tudo, seja você mesmo. Não um molde do que os outros querem, não uma marionete nas mãos daqueles que te cercam. Não. Seja você. Você.
E, quando você for muito, muito rico – através do seu trabalho – lembre-se de ajudar outras pessoas, com ensinamentos. Assim, outros também vão poder chegar onde você chegou.
Enfim, que você tenha, no ano que se inicia, não uma vida nova, mas a sua vida. E que você trabalhe para que ela se torne aquilo que você deseja.
Feliz 2009.
Pessoas,
Eu tenho que agradecer a vocês, meus fiéis 3 leitores, pela companhia.
Este é o centésimo post desse blog e agradeço as visitas!
Duas coisas legais para comentar e recomendar.

A primeira é que terminei de ler Brisingr - do Christopher Paolini, o terceiro dos quatro livros do ciclo da herança (Eragon, Eldest, Brisingr, ????).
O livro é grande e flui com facilidade, para quem já conhece os outros dois. A história não fica tão mais complexa, mas algumas reviravoltas bem vindas acontecem, e isso por si só já faz a leitura valer a pena. É outro livro épico, de batalhas, dragões, magia e morte. Talvez um pouco arrastado e longo em algumas partes, pelo menos ele monta o barraco bem montado, para resolver tudo no último livro.
Agora é esperar!
A segunda surpresa é essa:

O filme O Som do Coração (August Rush).
Assisti ontem. A mensagem é bonita, o filme é bem feito e a música é muito boa. Não vai ter explosões ou rios de sangue, então quem espera por isso pode esquecer esse filme.
Mas o filme é bacana, acho que vale o tempo e a pipoca.
Ainda pensando em como criar projetos fantásticos de coisas fantásticas!
Pensando também em mudar a cara do blog, acho essa aqui legal, mas meio que já encheu… Vamos ver
Até mais e, mais uma vez, obrigado!
(Rumo aos próximos 100 posts!)

Acabei de ler o livro As aventuras do caça-feitiço: O aprendiz, de Joseph Delaney.
A forma do livro é muito bonita. O papel é bom, a impressão é bem feita e a capa chama muito a atenção. Nota-se que o cuidado com a edição brasileira foi muito bom e o produto final – o livro – é muito bem acabado.
Quando li os comentários e algumas afirmações, comecei a ficar com o pé atrás: "O Sucessor de JK Rowling".
Mas vamos a história.
É a aventura de um jovem, sétimo filho de um sétimo filho, chamado Thomas J. Ward, Tom. Ele acaba entrando na aventura de se tornar um caça-feitiço. Alguém que precisa extirpar o mal do mundo, através de estudo e dedicação. Isso inclui enfrentar ogros, feiticeiras e um sem número de outros inimigos.
A narrativa é devagar e relativamente interessante, mesmo sendo em primeira pessoa.
É fácil notar que este livro tem um publico alvo mais infantil, portanto leitores mais velhos – e mais críticos – podem não achar tanta graça, mas vale a leitura. Ainda mais se ele ganhar complexidade no decorrer da saga.
Diz-se que em 2008, o autor termina o quinto livro da série. Considerando que o treinamento de um caça-feitiço demora coisa de cinco anos, talvez seja esse o tamanho final da série. Não se sabe ainda.
Agora, afirmar que ele é o sucessor de Rowling, é pesado demais e uma coisa sem noção de se fazer.
O livro não se compara ao primeiro exemplar de Harry Potter, nem de longe. A narrativa da Rowling é mais envolvente, detalhada e imaginativa. O discurso em primeira pessoa de Delaney não é comparável, simples assim.
De mais a mais, recomendo a leitura no tempo livre.
Não é um livro que vá mudar sua vida, mas pode te fazer dar algumas risadas pelas trapalhadas do herói.