Kahmarahnuh era uma criança feliz. Mora na África, mais especificamente em Níger.
Como presente de aniversário, ganhou uma pistola do pai. Sua mãe lhe deu um facão enferrujado, lembrança do avô que faleceu alguns anos antes.
Mas o melhor presente foi o do irmão.
Ele trouxe um integrante da tribo vizinha, encapuzado e com os braços amarrados às costas.
A criança arrancou o capuz da sua presa; viu o pânico que brotava nos olhos dela. A expressão de Kahmarahnuh era de curiosidade. Havia visto os homens mais velhos fazerem aquilo antes, mas não sabia por que eles gostavam tanto.
Kahmarahnuh era uma criança feliz e muito sortuda, ele sabia disso. Um dia seria o líder da tribo.
Pegou a pistola e descarregou no corpo à sua frente. Levou o facão até o corpo caído e arrancou-lhe a cabeça.
Kahmarahnuh não é mais criança, agora é homem. Passou pelo rito mais importante de sua tribo. Descobriu porque os homens gostavam tanto daquilo, era o brilho do vermelho no chão. Lindo.
Kahmarahnuh agora é homem feito e ele só tem nove anos de idade.
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