- Bom dia…

- Bom dia, pois não?

- Tem algo do Boyce Avenue?

- De quem?

- Boyce Avenue…

- Ah, não… nunca ouvi falar…

- E do Sungha Jung?

- Também não… quem é?

- Um garoto, tá com uns treze anos agora, toca violão…

- Você disse treze? É tipo aquela menina novinha, a Malu Magalhães?

- Ah não, estilo bem diferente. Ele toca meio parecido com o Andy Mckee.

- Andy McKee? Sei…

- Sim, você conhece?

- Ah, não, sinto muito.

- Tá bom, obrigado… (sai da loja)

 

Por mais que pareça um diálogo de uma história, não é. Ou até pode ser, mas não é o caso.

Tanto Boyce Avenue, quanto Sungha Jung e Andy McKee são fenômenos na internet. Pessoas muito talentosas, que tocam pra caramba, fazem coisas incríveis com os instrumentos e que não são conhecidos do grande público. Você provavelmente não vai achá-los na loja de cds do shopping. No mundo ‘real’ quase ninguém os conhece…

E talvez nem fossem conhecidos de forma alguma se não fosse a internet.

Em sites como o youtube (www.youtube.com) você encontra artistas que em outros tempos não seriam conhecidos, comentados ou que talvez nem viessem a existir. Claro, você encontra uma lixeira gigantesca também. Mas há de se separar o joio do trigo, mantendo o piegas, ou melhor dizendo, separar o que é legal para ouvir daquilo que é legal para rir.

E esse é um dos lados bacanas da tão falada inclusão digital, da globalização ou de mais um monte de palavras/expressões que servem para dizer que o mundo está mais conectado, mais ligado, mais junto.

Claro que existe o lado dos problemas mas, desses, falamos outros dias. A música conecta as pessoas. E hoje, isso é tudo que importa…

Keep it loud…