December 30, 2009 por Willian
O ano acabou, novamente.
Não que vá deixar saudades, não esse ano. Não mesmo.
Normalmente faço um post de fim de ano, analisando as coisas como elas foram. Esse ano não será diferente, óbvio. Certo, talvez um pouco mais lúdico, mas vamos ao que interessa…
Ano sem graça, para não usar outros termos, 2009 já vai tarde. Um ano onde a esperança não foi mais que chacota, tanto em projetos quanto em perspectivas. Tudo visto do ponto de vista personalíssimo, sempre. Talvez o seu tenha sido maravilhoso, vai saber…
Claro, até aí nada novo. Todo ano temos frustrações, tristeza, falta de vigor e/ou a não realização de objetivos. Entretanto, esse ano foi excepcionalmente bom em não fazer diferença nenhuma.
Notícias boas existiram, sem dúvida. Alguns conhecidos/amigos/pessoas acabam o ano escrevendo melhor, tocando melhor, vivendo melhor – e isso é algo que me deixa muito feliz. Muito mesmo.
Alguns amigos surgiram, outros partiram. Pessoas queridas se tornaram insignificantes, quando – com a necessidade – pessoas insignificantes se tornaram queridas; como é estranha essa coisa chamada de vida, não é? Alterações de alterações alteradas, quase um suplício de palavras, isso sim.
Não é assim a vida de todos nós? O tempo – pilantra desavergonhado, mas Senhor da Razão – é assaz bom fazedor de mudanças.
Como lua cheia que, em seu espectro, tem lua nova como antagonista e, também, complemento, assim foi o ano que finda. Com muitas expectativas de novidades, coisas boas e, noves fora, nada. Matemática de primário, claro.
E a lua sempre se movimentando…
O problema também reside em nós, formigas caricatas em nossa busca constante de construir algo mais, de salvar para o inverno. Nós, abelhas obedientes, fazendo a colméia sempre crescer. Embuste. Puro e ledo embuste.
Sabem, tenho um colega – este sim, senhor dos questionamentos – que sempre é muito realista (pessimista?) nas coisas que defende.
Diz ele: “Todo mundo só quer saber do seu”, ele explica, “nessas horas, todo mundo vende a alma ao diabo”. Digo eu: e não é?
No país dos saltimbancos, quem tem banco não se levanta com medo de perder o lugar, mesmo que sentar não seja mais o seu desejo. E a roda girou, e quem deixou ela girar?
Não, não guardo rancor ou tristeza pelo que passou. Como poderia? Já não se foi o ontem, enquanto o amanhã ainda está por vir? Acaso não é, como diria Camões, coisa que “arde sem se ver, ferida que dói e não se sente”? Claro, ele fala do amor; eu, do tempo.
Mas as rusgas que ficam não sobrepujam a pujança dos pajens e dos pajés do espírito. Muita formação de frase duvidosa, isso sim.
Para um ano novo, os mesmos desejos de sempre? Que tal desejos novos? Que tal desejos de verdade?
Para quem não se lembra, os desejos do ano passado estão aqui.
Não que não sejam válidos, aliás, até os recomendo novamente, caso não queria continuar a leitura aqui. Ou caso queria… Enfim… Se quiser ler, eles são válidos. Sempre.
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Certo, ainda está aqui, não é?
Voltemos ao antes então, podemos?
Essa coisa de fim de ano, isso de desejos do fundo do coração que acabaram de passar pela cabeça, e que você dispara no primeiro que aparecer, me doe um tanto. Sempre foi assim.
Na hipocrisia dos desejos falsos, o ano acaba e começa. “É só mais um dia” – assim diz a Sacerdotisa, senhora das águas com neblina – “Mais um dia, como todos os outros”. No amargor das palavras, o fel é o sabor da verdade.
Aos sinceros, minhas desculpas. Ainda assim, destilo a verdade: a falsidade impera. Prodígio de uma sociedade de aparências, onde conduta e desejo pessoal são tão antagônicos quanto necessário for. Eis aí outro fim de ano, então.
Mas de desejos também preciso falar, dos reais, daqueles que você quer a quem quer bem. Dos meus desejos, não para os desagradáveis, mas para você, leitor amigo.
Que o seu próximo ano seja sincero com você, e você com ele.
Trate o ano como uma pessoa. Respeite-o, você não o viverá novamente (acho que meu erro residiu aqui).
Não façam acordos que não podem cumprir. Não mintam um para o outro, ou pelo menos mintam o mínimo possível. De qualquer forma, não se restrinjam, nem em esperança, nem em cobranças.
E agora falo a você, leitor amigo, não mais ao ano que chega.
Algo que não canso de desejar, leiam mais. Leiam muito. Leiam de tudo. Da conjuntura econômica, sugestões de investimentos às fantasias gostosas, aos romances, poesias e outras coisas que tocam à alma.
Proteja, a si e aos seus.
Viva melhor, com os outros, com você mesmo, com todos. Mesmo que viver melhor signifique cortar os laços com algumas pessoas, mesmo que signifique perder um pouco agora, para ganhar mais logo ali na frente.
Costumamos ter medo de enfrentar aquilo que não conhecemos ou o que nos parece desagradável. Enfrente o medo, seu limitador é você.
Se não sabe, tente aprender.
Se não é importante, deixe de lado.
Se deseja fazer algo, faça. Mas aceite as conseqüências, pois elas sempre existem. Para o melhor e para o pior.
Se não vale a pena, para que se envolver?
Se precisa reclamar, reclame. Mas reclame para a pessoa certa. Reclamar ao vento não te leva a lugar algum.
Talvez você não consiga ter um filho, plantar uma árvore ou escrever um livro. Ainda assim…
Escreva um agradecimento (Um muito obrigado é suficiente);
Sorria e diga bom dia para um estranho;
Plante uma semente, a da amizade. Quem sabe os frutos não recompensam? A árvore demora a nascer, mas as flores compensam o esforço. Quem tem, sabe.
Ao invés de desejar muito e fazer pouco, como a maioria de nós, corra o circuito ao contrário. Deseje pouco, mas faça muito. As chances dos seus desejos se realizarem aumentam e, se não acontecer, você não fica com aquela sensação que o ano passou em branco.
Respire melhor. Não a respiração da sobrevivência, a automática. Falo da respiração do espírito, do ar que alimenta a alma.
Enfim, seja mais você (aqui começamos a nos repetir quanto ao ano passado). Para o melhor e para o pior, mas seja você mesmo. Com opinião, com dúvidas, com lágrimas e sorrisos. Você.
E se a chance da sua vida aparecer, agarre-a se valer a pena. Se não valer, deixe pra lá. Nem todo lucro compensa o investimento, pense nisso.
Sabe o que conta em um ano? O quanto você aproveita.
Tenha um ano mais interessante, mais sexy, mais imaginativo, mais produtivo, mais legal.
Aproveite.
Sem as cobranças loucas, sem as neuras de sempre.
Simplesmente aproveite.
E, ainda assim, faça planos. E trabalhe para que eles sejam realizados. Se não der, tudo bem. Você se esforçou. Um passo de cada vez, um passo depois do outro. Todos os dias. Sempre.
Um ano melhor para todos, afinal 2009 já vai tarde.
Nos vemos do outro lado do portal.
Um abraço e até!
December 14, 2009 por Willian
Sabe, é difícil falar de uma coisa que a gente não gosta. É complicado falar de algo pelo qual você não se interessa ou, por qualquer motivo que seja, não quer se envolver. É ainda mais difícil falar e não ser injusto ou incoerente.
Acontece que falar do oposto também é difícil. Falar de algo que você gosta muito, respeita, pelo qual tem certa reverência é tão complicado quanto falar daquilo que não te nutre nenhum sentimento. A diferença reside na expectativa.
Quando você gosta, e se envolve, as expectativas são altas. Você não quer fazer porcaria, um serviço mais ou menos. É com esse pensamento (e essa preocupação) que começo esse desabafo, pois vou falar de duas coisas que gosto muito. Ler e escrever.
Acabei de ler a saga de Lúcifer, do selo Vertigo da DC Comics, e estou a um só tempo pasmo e incrédulo quanto ao resultado.
Entrando um pouco no assunto, a saga conta a história de Lúcifer Morningstar, filho de Yahweh, e o seu envolvimento no fim do mundo que se aproxima. Não pretendo contar a história aqui, quem estiver interessado é só usar o Google.
Mas uso a série que li e, assim, entro na minha primeira paixão (usando essa saga como contexto): A Leitura.
Arte ainda pouco estruturada no nosso belo e incoerente país, a leitura é instrumento samaritano, usado parca e espaçadamente; apenas uma ferramenta na nossa lide. Dificilmente as pessoas encaram a leitura como objeto de desejo e produtor de prazer. Mas como diriam arautos espalhados por todos os lugares: “ler é sexy”. Mas por qual motivo?
Note que não se referem ao sexy relacionado ao carnal, mas a obliteração da mente. A falta da leitura leva à permanência no desconhecimento. Uma opção, claro. Ainda assim uma opção dolorosa de se viver. Mais dolorosa ainda de se partilhar.
Mas vejo que perdi o rumo. Vamos voltar à leitura e deixar as conjecturas de lado.
A leitura te abre um universo novo a cada página e aqui entro na saga que acabei de concluir. O que dizer de uma obra bem escrita, instigante, interessante e, sobretudo, não-previsível? Genial? Sim, mas o que mais?
Essa é a parte que reconheço estar pasmo. E inquieto.
Não sou um leitor fácil, como muitos que conheço. Acabo julgando enredo, personagens, situações, tudo isso antes de concluir o livro. Sem mea culpa aqui. Não me ensinaram a fazer esse julgamento, ele meio que se desenvolveu sozinho.
Furtar esse “mecanismo de análise” é algo incomum na maioria de minhas leituras. Não quero ser frugal e dizer que “por se tratar de uma graphic novel eu não criei expectativas”. Não foi o caso.
A história toda foi baseada em um dos melhores personagens coadjuvantes da saga de Sandman, de Neil Gaiman. Eu esperava uma boa história. Sendo bem sincero, eu desejava uma boa história, para dizer o mínimo.
Ainda assim, fiquei pensando no Storyboard de uma obra dessa magnitude. A história tem tantas reviravoltas, tantas linhas paralelas, tantas complexidades que você não faz idéia de como algo dessa grandeza é criado.
Não é um universo sem fim, é a luta que a maioria de nós – filhos da cultura judaico/cristã no ocidente – aprendeu desde que nasceu. É a luta do mais famoso dos anjos caídos contra a realidade, contra o status quo.
Acreditem, só esse parágrafo acima já daria muito pano pra manga. E a história segue, linear, alternada, criando universos, destruindo situações e criando outras em seu lugar.
O prazer que se tem de uma leitura assim beira a paz de espírito que tanta gente urge em perseguir com gritos e lágrimas falsas em templos de tijolos e argamassa… Mas… Voltei às conjecturas, não foi? Certo… Voltando ao assunto então…
Não falo que esse efeito é próprio dessa saga, isso poderia ter acontecido com qualquer leitura complexa, bem escrita, bem definida e, acima de tudo, interessante. O ponto que desejo defender é que esse prazer, mesmo não sendo um prazer para poucos, é de poucos.
Não só pelo fato da maioria dos leitores serem, tecnicamente, analfabetos funcionais; mas também pelo motivo da grande maioria dos leitores não conseguir abstrair a realidade, não conseguir se envolver na história e deixar-se levar pela carruagem da imaginação.
Quase um sacrilégio.
Lendo, aprendemos não somente com nosso cérebro, mas com nosso espírito. Percebemos um pouco do mundo que o autor criou e, dessa forma, compartilhamos um pouco da energia que ele dispensou na criação. Sentimos sua alegria, compartilhamos sua dor, vivemos a vida que ele criou e aprendemos a respeitar o espaço e o tempo que se tornou material fotográfico e que ele usou como cenário.
Ler, sem envolvimento, é como tentar ouvir música sem prestar atenção nenhuma e, ainda assim, querer compreender algum sentido. Tarefa difícil até mesmo de simular. Pretensão pura e simples.
Dessa forma, vejo que ler é atividade complexa, mas que deveria ser mais comum. Infelizmente, não é essa a realidade. E, de certa forma, isso me entristece bastante.
Ainda assim, é necessário dar mais um passo. Preciso falar do segundo ponto, a Escrita.
Escrever é criar; como o artista que pinta em tela branca ou esculpe em bloco de rocha. O resultado? Ninguém sabe ao certo. Em um determinado momento a criação toma forma e, a partir daí, evolui sozinha.
Criar uma caixa totalmente determinada, uma história pronta, pode até ser mais fácil, mas somente o randômico, o caótico, consegue dar vida ao que seria apenas plástico sem forma.
Quando se cria, etapas são cumpridas. Como numa jornada mística, onde o caminhar leva o viajante até o ponto onde este pretende chegar, a rodovia da criação literária tem suas paradas.
Nesses locais você conhece melhor suas personagens, os conflitos que as mantêm, seus desejos, medos. Você se torna o deus de um mundo. O seu mundo.
E qual a maldade de um criador que não conhece ou respeita suas criaturas? Quão cruel é isso?
Quando se escreve, a história vai se formando, se organizando, se dividindo e, por fim, se aglutinando naquilo que é o produto final. Seu texto.
Separar este texto em etapas é tão importante quanto se preparar para uma longa viagem. Ninguém além de um tolo sairá em uma viagem sem conhecer seu destino ou que provisões deverá levar.
Até quando se anda sem direção você tem um destino: nenhum lugar em específico, até as pernas cansarem, até o dinheiro acabar, até aprender alguma coisa, etc. Com a escrita não é diferente. Você precisa saber até onde chegar. Cumprir etapas. Finalizar.
Pois toda jornada tem fim. A sua escrita também.
Para isso você precisa de ferramentas, de capítulos, fichas de personagens, pesquisa, informação, música e tudo mais que lhe for necessário.
Mas quando tudo que precisa está na sua mão, não tem mais jeito. Você precisa escrever. Escrever muito, escrever com o coração, com coerência dentro do possível, mas sempre fiel ao seu propósito. Sempre fiel ao seu mundo.
A sua história pode nunca sair da gaveta (ou do arquivo do Word), mas ela precisa ter um fim, não acha?
Por essas e outras, escrever é arte. Mesmo os livros técnicos, os livros feitos “para vender” precisam do esforço de quem os escreve. Não pense que o livro se faz sozinho, isso simplesmente não é verdade.
Agora, unindo os dois lados da corda e finalizando o laço, é preciso ler muito para conseguir escrever com coerência.
Somente com o esforço contínuo, com doação do seu eu, com revisões sem fim, você vai evoluindo, tanto como leitor quanto como escritor.
“Nós, leitores, precisamos de nossos heróis”, me disse uma amiga. Eu concordo e acrescento: nós, escritores, precisamos de nossas histórias. Precisamos de nosso mundo, de nossos assassinos, de nossos vilões, heróis, magos de vidro, cavalos de papel e rajadas de metralhadoras. Precisamos da criação e do momento de criar. E, se possível, precisamos que o leitor precise dos heróis que criamos.
Pois não existe escritor que não queira ser lido, assim como não existe leitor que não goste de um ou outro escritor.
O que nos une é o sonho, o onírico. Escrito por uns, aproveitado por outros.
Sempre juntos, mesmo que em lados opostos da mesma moeda.
December 3, 2009 por Willian

TODOS CONTRA O CRACK!
por Jana Lauxen.
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Estes dias, fui a uma palestra sensacional sobre CRACK ministrada por Mauro Souza, vice-presidente da Associação do Ministério Público de Porto Alegre.
Logo de cara, Mauro perguntou para uma platéia de cerca de 100 pessoas:
- Quem aqui tem alguma coisa a ver com o CRACK?
Eu levantei a mão.
E só eu levantei a mão.
Ninguém mais.
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Antes ainda de moleques roubarem meu notebuque, dentro do meu quarto, em plena luz do dia e com gente em casa, trocando-o pela bagatela de 30 pilas de pedra no traficante da rua de baixo, já tinha me apercebido que eu, apesar de não fumar, tinha muito a ver com o CRACK.
Começou quando eu não podia mais voltar sozinha para casa quando saía de noite – coisa que sempre fiz desde que me conheço por gente.
Logo passei a reparar que ir na padaria, ao entardecer do dia, começava a ficar perigoso também.
De repente 80% das pessoas que eu conhecia já haviam sido assaltadas ou tinham sofrido alguma forma de violência na rua.
Em seguida as casas começaram a proteger-se com cercas elétricas e cachorros ferozes, e o número de moradores de rua de cor acinzentada quadruplicou-se.
Pessoas começaram a ser amarradas em camas e pés de mesas; os pais passaram a trancafiar seus filhos em jaulas.
- Peraê, tem alguma coisa muito errada acontecendo.
Foi o que pensei.
E era o danado do CRACK, minha gente.
Uma droga que apareceu como quem não queria nada, e parecia só mais uma droga, entre tantas, e de repente virou nossas vidas de cabeça pra baixo e levou nosso sossego pra muito longe daqui.
Nem vou ficar aqui falando sobre as mazelas do CRACK, porque é impossível que você ainda não tenha visto na tevê, nas ruas, quiçá dentro da sua própria casa.
E nós não podemos ficar de braços cruzados vendo a canoa – na qual estamos dentro – afundar.
Porém, o que eu e você podemos fazer?
- Ora, um grande problema merece uma grande solução, e nós somos apenas cidadãos impotentes refugiados dentro de nossas próprias vidas.
Correto?
Errado.
Sabemos que o crack requer soluções drásticas, que envolvem investimento pesado em educação – para prevenir – e em saúde – para remediar.
No entanto, não é por isso que não podemos fazer absolutamente nada.
Lembrem-se que, se as formigas soubessem o tamanho de sua força, já teriam dominado o mundo.
Sozinhos, polícia e governo nada podem fazer.
O CRACK subverteu tudo que, até então, todo mundo conhecia a respeito de drogas, drogados e tratamentos.
E é preciso que haja a aderência de TODOS os segmentos da comunidade, inclusive aquele onde eu e você estamos confortavelmente instalados.
Nós podemos e devemos e precisamos desesperadamente falar sobre o crack.
Conversar sobre o crack.
Escrever sobre o crack.
Promover, participar e divulgar campanhas contra o crack.
Incentivar ações em prol de movimentos contra o crack.
Podemos nos juntar a um coro de vozes cada vez maior de pessoas, que lutam para levar informação e conscientização, senão àqueles que já estão viciados, pelo menos aos que ainda não estão.
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Se você pensa que coisas deste tipo não adiantam, saiba que se engana, meu amigo.
Participando, você simplesmente estará fazendo tudo o que está ao seu alcance.
Já parou para pensar nisso?
Se todos fizessem sua pequenina parte, mudaríamos o mundo, e isso não é conversa de sonhador.
É fato.
Só os acomodados que não vêem.
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E por acreditar piamente no poder que cada um de nós possui enquanto indivíduo e enquanto grupo, comunidade e nação, lanço humildemente, aqui e agora, uma campanha virtual contra o CRACK, onde buscarei a adesão de 10 mil blogues e sites e afins – um número pequeno, quando comparado ao incalculável número de blogues, sites e afins que existem por aí.
Por isso criei está página: http://www.todoscontraocrack.blogspot.com
e este selo (nota: selo mostrado no topo do post).
E por isso também convido você a copiá-lo, colocá-lo em seu blogue, em seu site, em seu Orkut, Twitter, MSN e onde mais sua imaginação permitir.
E façam mais do que isso: escrevam sobre CRACK em seus blogues e sites, coloquem o assunto em pauta, em debate, na frente do holofote.
Tudo está ao nosso favor: o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com o maior número de blogueiros, com mais de 5 milhões de usuários*.
O número de brasileiros que lêem blogs cresce a uma taxa superior a da expansão da internet, de acordo com dados de 2008 do Ibope/Netratings.
Ano passado, mais de 11 milhões de pessoas acessaram e leram blogs.
Se 1% aderisse à campanha, tem noção do tamanho da avalanche?
E nós podemos fazer isso.
Yes, we can!
Se tivermos um blogue, temos também voz e vez, e isso é lindo e merece ser usado com inteligência, ao nosso favor, a favor da sociedade onde vivemos.
Se uma única pessoa pensar, através do teu blogue, sobre o CRACK e sobre porque não deve usá-lo, então já valeu a pena.
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Levante a mão quando perguntarem se você tem alguma coisa a ver com o CRACK.
Não exagero quando digo que podemos ajudar a salvar vidas – até mesmo as nossas.
Só precisamos aprender a lutar com as armas que temos em mãos.
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Escolha seu selo no singular ou no plural, coloque-o em seu site ou blogue e envie para o e-mail todoscontraocrack@gmail.com seu link, pra ser divulgado na página da campanha.
Maiores informações?
Entre em contato.
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Pois é pessoal, encontrei esse post no site do Israel Teles.
Acho a iniciativa não somente válida, como necessária.
10.000 blogs não é absolutamente NADA, precisamos nos movimentar.
A idéia tem o meu apoio. Apoie você também.