Não é o cansaço natural.
É o se importar menos, cada dia mais.
E eu me importo menos, cada dia mais.
Escrevi no meu Orkut (alguém ainda usa isso?) “ando meio sem paciência para isso aqui. / Sem paciência para o virtual, de uma forma geral.”
O que é verdade.
Não é frustração, não é tristeza. É só o que há. Uma afirmação baseada em uma verdade pessoal.
Penso que somos cíclicos. Algumas vezes no topo, outras na base. Mas girando sempre; como a Roda da Fortuna, no Tarot.
Li outro livro de Gaiman; acho que um dos poucos que não havia lido ainda. Neverwhere. Aqui, ele recebeu o nome de Lugar Nenhum.
É Gaiman, o que posso dizer?
Mas fica aquela coisa de “será que a vida é real?”.
Os budistas acreditam que tudo no mundo não passa de ilusão. Por isso os seres humanos sofrem; por não verem a realidade como ela é. Por serem enganados, constantemente, pelas ilusões das emoções e sentidos.
Não estou sofrendo.
Não sou budista.
E, principalmente, não acredito em dogmas.
Mas, olha, eles tem um argumento. Concordando ou não.
E eu respeito argumentos.
Sempre.
(Até mesmo quando “ando meio sem paciência”)
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Oi Willian,
é a segunda vez que leio esse texto. Fiquei alguns dias pensando sobre isso tudo.
Você diz que somos cíclicos. Eu digo que sim. Mas coloco isso como as fases da lua. Nós vivemos muito próximos a elas. Acho que esse teu cíclo é a fase minguante.
Realmente o mundo virutal cansa.
Cansa pelas repetições.
Pela falta de objetivo.
Pela superficialidade de quem se apresenta para nós.
Como disse Caio F. Abreu:
“Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso.”
Acho que as vezes nos iludimos com o mundo virtual e outras vezes fazemos dele um circulo vicioso.
É importante aprendermos a separar, a peneirar, nosso virtual de nossa realidade antes que uma se confunda com a outra.
Estava na hora de escrever de novo!
Veja se não nos deixa esperando muito tempo pelas tuas ideias.
Abraço
Comment by Moon — 25/06/2010 @ 2:48 pm