Não é o cansaço natural.

É o se importar menos, cada dia mais.

E eu me importo menos, cada dia mais.

Escrevi no meu Orkut (alguém ainda usa isso?) “ando meio sem paciência para isso aqui. / Sem paciência para o virtual, de uma forma geral.”

O que é verdade.

Não é frustração, não é tristeza. É só o que há. Uma afirmação baseada em uma verdade pessoal.

Penso que somos cíclicos. Algumas vezes no topo, outras na base. Mas girando sempre; como a Roda da Fortuna, no Tarot.

Li outro livro de Gaiman; acho que um dos poucos que não havia lido ainda. Neverwhere. Aqui, ele recebeu o nome de Lugar Nenhum.

É Gaiman, o que posso dizer?

Mas fica aquela coisa de “será que a vida é real?”.

Os budistas acreditam que tudo no mundo não passa de ilusão. Por isso os seres humanos sofrem; por não verem a realidade como ela é. Por serem enganados, constantemente, pelas ilusões das emoções e sentidos.

Não estou sofrendo.

Não sou budista.

E, principalmente, não acredito em dogmas.

Mas, olha, eles tem um argumento. Concordando ou não.

E eu respeito argumentos.

Sempre.

(Até mesmo quando “ando meio sem paciência”)