Willian Rabelo

My body is a cage

March 24, 2011 por

Música fantástica, gosto mais da versão do Peter Gabriel.

" I'm living in an age
That calls darkness light
Though my language is dead
Still the shapes fill my head "

A original é do Arcade Fire

Discussão

March 15, 2011 por

Gosto de um bom argumento. Sempre gostei. Daqueles que mexem com o seu interior, que fazem sua cabeça explodir. Mesmo discordando, um bom argumento é capaz de te fazer pensar em níveis diferentes.

Pode ser sobre qualquer coisa: dinossauros, religião, bolo de chocolate, tango, sexo, quadrinhos, política… a lista vai longe…

E sabe o que mais gosto nos bons argumentos?

A capacidade do defensor em criar uma parafernalha conceitual, verbal – e algumas vezes gestual – para referendar a idéia que ele tem dentro da sua capacidade cognitiva, ou seja, do que ele pensa e acredita, daquilo que ele toma por verdade.

Acredito sinceramente na dialética; você sabe, aquela coisa que tese X antítese = síntese. Acredito, pois penso que ela ajuda na evolução dos assuntos, dos pensamentos e, por fim, das pessoas.

A dialética acaba influindo na sociedade e isso, meus caros, é bom.

Ainda assim, vejo – infelizmente – que esse amor pela descoberta de novas idéias tem se tornado menos frequente, mais raro. É como vejo. Na prática: ninguém quer discutir de verdade, qualquer assunto que seja.

Discutir de verdade, com o peito aberto para um argumento que não tenha resposta. Com um questionamento que vai te fazer pensar que pode estar errado. Discutir sabendo que, no fim, você pode achar mesmo que não sabe do que está falando. Discutir com humildade…

Aquela máxima de “política e religião não se discute” tem se tornado tão mais frequente e comum que acaba atingindo outras áreas.

Qual o motivo de não discutirmos esses temas? Qual o motivo de não discutirmos qualquer tema?

Em algumas discussões – primariamente religiosas – tenho visto que tanto crentes quanto descrentes não tem se preocupado de levar a questão para outro nível, elevando o embate. Eles simplesmente defendem aquilo que acreditam sem tentar, sequer, visualizar o argumento do outro lado.

Caramba, eles nem tentam elevar os próprios argumentos!

As discussões são referendadas com adjetivos em que o outro lado sempre é “burro”, “ignorante” e etc. E esses adjetivos são usados pelos dois lados, todo mundo usa. Pode ser qualquer assunto. Em política, música ou futebol não é diferente…

Penso que as pessoas tem medo da discussão. Da verdadeira discussão. Acham que isso vai acabar tornando elas diferentes. Tem medo de ver um lado que não conhecem. Ou então, tem preguiça. O que seria muito pior, na minha visão…

Discutir não é um sinônimo para “vou mudar de opinião”. Não é, também, uma desculpa para truculência.

“Todos podem pensar diferente”. “Não sou obrigado a ouvir essa baboseira”. “Há de se ter respeito”. “Respeitar para ser respeitado”. Isso soa quase como grito de guerra, não?

Não há que se discutir o respeito pelo pensamento individual. Penso que esse ponto é pacífico em qualquer um com um pouco de neurônios.

Mas, sabe, o respeito pela tese também é importante. A tese é a base de um conjunto de crenças sobre determinado assunto. Se você – ou qualquer outra pessoa – acredita em algo, ou é porque absorveu a tese de alguém, ou sintetizou conhecimento através da batalha mental interior entre as possíveis teses e antíteses. Logo, pensar no que se acredita, deveria ser básico. Questionar o que se crê – em qualquer assunto – deveria fazer parte de todo mundo.

Qual o motivo que me leva a crer em algo? Qual a razão para defender isso ou aquilo? Estou certo? Estou errado?

Sem argumentos, não se tem base em nenhum discurso sobre qualquer assunto.

Mesmo que seja baseado em fé – e não há problema nenhum em defender algo por pensarmos que “é assim que eu acredito” – o argumento e o contra-argumento são importantes.

Essa preguiça de pensar diferente, de pensar que o outro NÃO pode estar certo – sim, o outro [o feio, bobo e chato que diz coisas esquisitas] – não traz benefício para ninguém além daquele que olha o próprio umbigo e não tem interesse em evoluir o que pensa.

Mesmo o conhecimento que é absorvido precisa ser destilado, evoluído, maturado. O conhecimento pode ser tratado como vinho. Se for bom, vai melhorar com o tempo. Se for ruim, precisa ser descartado e trocado por um bom, ou irá se tornar vinagre.

É revigorante ao final de uma discussão sincera saber que, independente do ponto de vista “vencedor”, o debate conseguiu enriquecer os participantes. Não importa se alguém mudou de idéia, a discussão da idéia não tem esse objetivo.

Quando se quer que alguém mude de idéia é convencimento argumentativo. Debater a idéia é falar sobre o assunto com várias óticas. E estar aberto para argumentos contrários, sem truculência, sem PRÉ-conceitos.

Pense, para debater assuntos do cotidiano, de maneira rala e superficial, todo mundo serve. Não é verdade?

O que impede de levar essa atitude para discussão de temas como drogas, meio ambiente, deus, bebidas, aborto, porte de armas e outras coisas mais? O que impede de aprofundar o debate? Torná-lo mais denso?

Se você se pergunta “o que se ganha com isso?”, a resposta já estava lá no início. Qualquer debate sério pode evoluir a questão, os pensamentos e as pessoas.

Mas se o que sobra é preguiça de discutir, de fazer a idéia correr e crescer. Então não faço idéia de como você leu até aqui, pois tudo que escrevi pode ter sido uma grande perda de tempo. Certo?

Entretanto, se você acha que pode melhorar, que pode ter uma “cabeça” diferente, então fomente a idéia de discutir mais os assuntos. Discutir de verdade, de peito aberto. Praticar “filosofia de boteco”, de questionar a razão das coisas, de qualquer coisa.

Como fazem as crianças menores quando querem aprender/enteder o mundo a sua volta. Não é vergonha para elas perguntarem nada. E elas estão abertas para qualquer informação.

Pode ser algo a se espelhar. Algo a aprender.

E, na boa?

As crianças é que estão certas.

Japão – Tsunami, Terremotos e Humanos

March 14, 2011 por

Faço minhas as palavras do Rafa Mendonça.

Me admira a maturidade dos japoneses, aos quais desejo força e serenidade, diante de um desastre natural deste porte, talvez o maior da era moderna. Sinal do apocalipse? A terra se revoltando contra seus exploradores mor? Castigo divino? Não, apenas um movimento de terra, provavelmente sutil se comparado a outros da história desse planetinha, que lembrem-se, já tivera em outros tempos apenas um único bloco de terra acima do nível do mar.

O que quero dizer com isso? Nada demais, apenas que isso não se trata de nós, humanos. Não somos o centro do universo e um "desastre" desses não acontece para, nem por nossa causa, apesar de todos os esforços humanos em tornar o planeta inabitável.

Se um dia, por nossa culpa, o planeta deixar de ser um lugar "confortável" para humanos será provavelmente pela escassez de recursos, mal administrados e não compartilhados para o essencial. Mas se antes disso formos exterminados da Terra por algum desastre natural qualquer será apenas parte do processo, parte da constante transformação de tudo e de todos.

 

Não vejo como ser mais coerente. Parabéns Rafa!

Essa coisa de achar que tudo é de nós, para nós e por nós também me cansa…

E-books – Amazon

March 1, 2011 por

Alô Autores!

Com essa onda de tablets/e-readers: iPads, Xoom, Kindle e companhia; sempre fica aquela pergunta: Como publicar nesses meios?

Penso que nos próximos tempos (próximos mesmo) a indústria vai acabar se encaixando nessa nova possibilidade; como a industria da música fez. Chorou, chorou, mas hoje já se vende música digital.

Nesse meio tempo, existem informações aos autores de como publicar. Caso queiram.

Nesse link aqui, sugestão do amigo Israel Teles, um autor brasileiro – José Luiz dos Santos – explica como publicar na Amazon. Isso mesmo, caros amigos, publicar um e-book direto na Amazon.

Bom, você pode não ficar milionário. Mas quanto mais possibilidades, melhor. Não?

Boa sorte e boas letras

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