March 5, 2010 por Willian
For three times it will happen and in all those times you’ll be under different circumstances. Fear not, but smile not either, for those will be no ordinary times.
In the first time, you’ll see something new, something you never saw before. It may look like a little elf, like a dwarf or even like a gnome. It is not any of them but your imagination.
No, it’s no lie. But it’s not the truth either.
When you walk over the green garden and let your foot feel the grass that lies beneath them, you will understand.
This time, search for the wind and tell your story.
It will be true, but not the truth yet. Not just yet.
But, you see, there’s a problem.
When you speak the words, they don’t come back and so will they fly over the winds and all over the world.
And here lies the whole problem. The world is not ready. Not just yet.
When the time comes, and it will come, you’ll understand that your words have changed some hearts and some minds.
Questions are going to be made.
This time, don’t tell. The story or anything else. Don’t smile either.
After all your efforts, if you still have to say something. Say it from your mind.
It won’t be true, it won’t be a lie either. But it will be closer to the truth.
And you will feel yourself alone.
But make no mistake, you will be alone.
For alone is what we are indeed; at least, all those who understand and tell stories; but now, again, I must remind you: make no mistake.
For alone you are, but have in your mind that alone you will never be.
You will have your mind and it is all you need; for you might be among a crowd and still feel alone and, likewise, you might be alone and still be among all your creation. Yes, I said that.
And your creation depends on you. Feed them, love them truly. And something will start to form in front of your eyes.
This time, the mistake might be apparent, but yet again, shall you pay close attention to everything and no mistake will be possible.
Remember, in the tell-don’t tell tale, there is only one truth: you create your own reality.
When you truly realize that, you’ll smile. And now you are allowed to do so.
This time, you’ll tell your story again. For you, your creation and everyone else who wants to hear it.
And all will be not only true, but the truth.
Your truth.
(Remember to say thank you, and if you get to have a drink in your hand, raise a toast; they will be pleased.)
Your truth.
February 9, 2010 por Willian
Muito daquela noite deveria ser facilmente ignorado. Muito precisava ser esquecido. Praticamente tudo iria desaparecer da memória.
Exceto o beijo.
—
Na noite que já não possuía forças para continuar, o Caminhante andava a passos largos, porém trôpegos. Passos que lembravam os do ébrio, mas não havia álcool no corpo do Caminhante. Não haviam drogas físicas ou materiais.
Havia, entretanto, a lembrança. E, como faca afiada a cortar a pele, a lembrança era forte demais. Forte para fazer a realidade parecer sonho e, o sonho – maldito sonho – virar realidade.
Mas o que era a realidade naquele instante? A realidade era o beijo.
E isso era tudo que o Caminhante conseguia lembrar.
Do beijo.
Do maldito, delicioso e inesquecível beijo.
—
Ela já não tinha mais lágrimas. Suas mãos há muito haviam parado de tremer, mas seu espírito ainda estava abalado. Como poderia aquilo tudo acontecer? Maldito escorpião…
Lembrou-se de sua criação simples, de ajudar na casa da senhora, de correr no fim do dia, sozinha, pelos campos. Lembrou-se de andar, uma única vez, à cavalo. Era noite, se lembrava, e só montou o corcel por imaginar que ninguém a veria.
Mas alguém a viu. Ele a viu.
E, mesmo sem perceber, seu corpo ainda formou lágrimas em seus olhos. E ela sorriu.
—
O Caminhante caiu de joelhos. O sabor do beijo, tal como absinto, tragava sua alma. Pensou na mulher, considerou-a uma bruxa. Olhou para as próprias mãos. O sangue ainda escorria, como se não houvesse um fim para aquele rio vermelho.
E lembrou-se do beijo.
E permaneceu de joelhos.
Suspirou. Não havia bruxa.
E a alegria abandonou sua alma.
—
O corcel corria e o vento batia em seus cabelos. A liberdade era tamanha que ela não conseguia deixar de sorrir. A grandeza de sua alma preenchia tudo ao seu redor. Ela estava feliz. Em anos, sentiu aquilo pela primeira vez. Feliz.
Seus olhos não viram quando ele, o dono do corcel, puxou a rédea. Ela caiu. Sentiu forte dor no braço. Ouviu gritos, xingamentos. Viu uma lâmina prateada cortar o ar e rasgar o pobre vestido que a cobria.
Suas lágrimas começaram neste instante. O cheiro do dono era pior do que o cheiro do animal. Suas mãos sujas eram piores do que o mais podre dos excrementos.
E suas lágrimas continuaram.
—
O Caminhante ouviu gritos e apressou-se. Viu um cavalo magro fugindo e dois corpos lutando no meio da escuridão. Aproximou-se. Um gordo homem-macaco se espreguiçava sobre pequena pomba. Não teve dúvida.
A mão alçou a pedra no chão e, certeira, foi ao encontro do homem-macaco. Um grunhido forte e o corpo caindo para o lado.
—
Ela percebeu que a respiração dele havia se afastado. As lágrimas, por um instante, secaram. Ela viu o dono do corcel caindo ao lado. Uma mão a puxou forte. Ela olhou para frente e viu o rosto mais bonito que já havia visto na vida.
Seu sorriso começou a aparecer quando a dor da alma lhe trouxe de volta à realidade. Porque a diabólica lâmina de prata, tal qual maldoso escorpião, lhe ferira na cintura? Porque novamente? Outra vez?
Ela não havia percebido que a noite estava tão escura. E parecia escurecer mais a cada instante.
—
O Caminhante viu os olhos brilhantes da pobre mulher. Não conseguiu deixar de notar a pele alva. Ela começava a sorrir, quando o vulto do homem-macaco se ergueu em suas costas. Ela tropeçou, perdeu as forças e caiu.
A luz brilhante e prateada da lamina da morte passou em sua frente. O Caminhante levantou as mãos e sentiu uma risada de sua carne. Um rio vermelho que se formou junto aos pequenos sorrisos em cada palma.
Sua pele, também branca, agora partilhava a cor que se espalhava pela cintura da pobre mulher.
—
A amiga pedra, protetora do início, valeu-lhe novamente. Forte, manchado, girando como as rodas das carroças, o audacioso pedregulho encontrou sossego na testa do homem-macaco.
Dessa vez não houve grunhido, só a queda. O brilho prateado escorreu da mão daquele que arfava sobre a pobre mulher. O corpo foi ao chão. A perna esquerda tremeu uma vez. Duas. Três. E ficou imóvel.
O Caminhante se aproximou da pobre mulher.
—
Ela viu a noite escura ficar, por uma fração de segundo, mais clara. O rosto mais belo que ela já vira estava em sua frente. Ela sorriu, ou pensou sorrir. Suas mãos, que seguravam a picada do maldoso escorpião, encontraram o belo rosto.
Ela o aproximou, mordeu o lábio inferior e pensou, por um segundo, como o escorpião poderia ter sido tão maldoso. Mas agradeceu que pudesse ter visto o amor no rosto de um desconhecido.
E ela o beijou.
—
O Caminhante viu a pobre mulher tirar as mãos manchadas da cintura. A cor alva da pele era agora rubra, o rio da vida se esvaía da mulher. A mão dela, áspera de muito trabalho, ficou suave ao tocar seu rosto.
Ela parecia querer sorrir. E, lentamente, ela o puxou.
Como fio de vida, novelo de linha mágica, ela se aproximou dele.
E o Caminhante a beijou.
—
E o mundo parou, por um instante, para ver aquilo que poderia ter sido. E o mundo chorou.
—
O Caminhante se levantou, desesperado. Quis socorrê-la. Ela ignorou. Sorriu para ele e apontou a cintura. Ele entendeu.
Os olhos dela não negavam a alegria, mesmo se tornando opacos a cada instante. Ela apontou a estrada com a mão direita. A esquerda fazia uma viagem entre a boca, sob a forma de um beijo, e seguia até o coração.
Ela sorria, enquanto seus olhos choravam. E ela não notou que suas mãos estavam parando de tremer.
—
O Caminhante correu, seus pulmões saindo pela garganta. Caminhando, o Caminhante caminhou. Correu novamente. Caminhou. E em sua cabeça apenas uma lembrança.
O beijo.
O maldito, delicioso e inesquecível beijo.
[...]
E a alegria abandonou sua alma.
—
Pois não há amor que dure para sempre, nem que seja tão curto que não possa ser sentido na alma.
Enquanto existem aqueles que demoram uma vida para tentar achar o famoso amor. A outros, pobres, é dado conhecê-lo em sua plenitude, numa fração do tempo. E essa fração pode ser tudo que haverá em suas vidas.
E a esses, só resta lembrar.
Do momento.
Do amor.
Do beijo…
February 4, 2010 por Willian
#Modo Mau Humor: On
#Modo Fernanda Young: On
Tá bom, tem coisas que cansam. (para não dizer: irritam)
Não que seja novidade, mas essas coisas existem e, isso, não dá pra negar.
Eu ando particularmente cansado de algumas delas.
Cansado de escrever e não sair nada razoavelmente aceitável. Da minha incapacidade de fazer o que mais falo. "Escreva, escreva, escreva". Isso é uma atitude que lembra algo muito pastorzinho safado de igreja golpista. Pronto, falei.
Cansado de ver amigos/colegas/conhecidos que desaparecem no buraco negro da existência, ficam perdidos por algumas centenas de milhares de anos, depois aparecem com o sorriso torto, amarelo. "Fui ali na esquina comprar um cigarro"… Ahn han… Não tem que dar explicação pessoas. Cada um tem uma vida.
Claro, também cansa o contrário. Pessoas que não vivem, não crescem, não…
Ah, quer saber? Ando cansado de reclamar também.
E da porcaria do calor dos infernos.
Cansado, só isso.
E de mau humor.
#Modo Pronto, falei: on
January 4, 2010 por Willian
Em um bar, numa grande capital, em algum lugar do mundo:
“Sabe, não reclamo do meu trabalho. É um trabalho, ele precisa ser feito e, você entende o que dizem: alguém precisa fazer, não é?
Outro dia, um homem estava chorando quando fui até ele. O cara era a bola da vez, um tipo grandão, sabe? Coisa de quase dois metros de altura, forte, músculos demais eu diria. Mas chorava, chorava muito. Encolhido em um canto, você nunca diria que ele seria capaz de chorar até soluçar. Ou de quebrar a cabeça de alguém com um pedaço de madeira. Vai entender…
- Não, não… Ele dizia. Implorava até…
Não posso ceder às tentações. Faz parte do negócio, não se envolver emocionalmente. Mas eu gosto das histórias. Gosto de verdade.
- Tenho uma filha para criar, por favor…
- Tenho que cuidar da minha mãe, não faça isso…
- Tenho de juntar esse dinheiro, é para minha casa…
Mas os melhores são os [......] [Para continuar lendo, clique aqui]
December 30, 2009 por Willian
O ano acabou, novamente.
Não que vá deixar saudades, não esse ano. Não mesmo.
Normalmente faço um post de fim de ano, analisando as coisas como elas foram. Esse ano não será diferente, óbvio. Certo, talvez um pouco mais lúdico, mas vamos ao que interessa…
Ano sem graça, para não usar outros termos, 2009 já vai tarde. Um ano onde a esperança não foi mais que chacota, tanto em projetos quanto em perspectivas. Tudo visto do ponto de vista personalíssimo, sempre. Talvez o seu tenha sido maravilhoso, vai saber…
Claro, até aí nada novo. Todo ano temos frustrações, tristeza, falta de vigor e/ou a não realização de objetivos. Entretanto, esse ano foi excepcionalmente bom em não fazer diferença nenhuma.
Notícias boas existiram, sem dúvida. Alguns conhecidos/amigos/pessoas acabam o ano escrevendo melhor, tocando melhor, vivendo melhor – e isso é algo que me deixa muito feliz. Muito mesmo.
Alguns amigos surgiram, outros partiram. Pessoas queridas se tornaram insignificantes, quando – com a necessidade – pessoas insignificantes se tornaram queridas; como é estranha essa coisa chamada de vida, não é? Alterações de alterações alteradas, quase um suplício de palavras, isso sim.
Não é assim a vida de todos nós? O tempo – pilantra desavergonhado, mas Senhor da Razão – é assaz bom fazedor de mudanças.
Como lua cheia que, em seu espectro, tem lua nova como antagonista e, também, complemento, assim foi o ano que finda. Com muitas expectativas de novidades, coisas boas e, noves fora, nada. Matemática de primário, claro.
E a lua sempre se movimentando…
O problema também reside em nós, formigas caricatas em nossa busca constante de construir algo mais, de salvar para o inverno. Nós, abelhas obedientes, fazendo a colméia sempre crescer. Embuste. Puro e ledo embuste.
Sabem, tenho um colega – este sim, senhor dos questionamentos – que sempre é muito realista (pessimista?) nas coisas que defende.
Diz ele: “Todo mundo só quer saber do seu”, ele explica, “nessas horas, todo mundo vende a alma ao diabo”. Digo eu: e não é?
No país dos saltimbancos, quem tem banco não se levanta com medo de perder o lugar, mesmo que sentar não seja mais o seu desejo. E a roda girou, e quem deixou ela girar?
Não, não guardo rancor ou tristeza pelo que passou. Como poderia? Já não se foi o ontem, enquanto o amanhã ainda está por vir? Acaso não é, como diria Camões, coisa que “arde sem se ver, ferida que dói e não se sente”? Claro, ele fala do amor; eu, do tempo.
Mas as rusgas que ficam não sobrepujam a pujança dos pajens e dos pajés do espírito. Muita formação de frase duvidosa, isso sim.
Para um ano novo, os mesmos desejos de sempre? Que tal desejos novos? Que tal desejos de verdade?
Para quem não se lembra, os desejos do ano passado estão aqui.
Não que não sejam válidos, aliás, até os recomendo novamente, caso não queria continuar a leitura aqui. Ou caso queria… Enfim… Se quiser ler, eles são válidos. Sempre.
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Certo, ainda está aqui, não é?
Voltemos ao antes então, podemos?
Essa coisa de fim de ano, isso de desejos do fundo do coração que acabaram de passar pela cabeça, e que você dispara no primeiro que aparecer, me doe um tanto. Sempre foi assim.
Na hipocrisia dos desejos falsos, o ano acaba e começa. “É só mais um dia” – assim diz a Sacerdotisa, senhora das águas com neblina – “Mais um dia, como todos os outros”. No amargor das palavras, o fel é o sabor da verdade.
Aos sinceros, minhas desculpas. Ainda assim, destilo a verdade: a falsidade impera. Prodígio de uma sociedade de aparências, onde conduta e desejo pessoal são tão antagônicos quanto necessário for. Eis aí outro fim de ano, então.
Mas de desejos também preciso falar, dos reais, daqueles que você quer a quem quer bem. Dos meus desejos, não para os desagradáveis, mas para você, leitor amigo.
Que o seu próximo ano seja sincero com você, e você com ele.
Trate o ano como uma pessoa. Respeite-o, você não o viverá novamente (acho que meu erro residiu aqui).
Não façam acordos que não podem cumprir. Não mintam um para o outro, ou pelo menos mintam o mínimo possível. De qualquer forma, não se restrinjam, nem em esperança, nem em cobranças.
E agora falo a você, leitor amigo, não mais ao ano que chega.
Algo que não canso de desejar, leiam mais. Leiam muito. Leiam de tudo. Da conjuntura econômica, sugestões de investimentos às fantasias gostosas, aos romances, poesias e outras coisas que tocam à alma.
Proteja, a si e aos seus.
Viva melhor, com os outros, com você mesmo, com todos. Mesmo que viver melhor signifique cortar os laços com algumas pessoas, mesmo que signifique perder um pouco agora, para ganhar mais logo ali na frente.
Costumamos ter medo de enfrentar aquilo que não conhecemos ou o que nos parece desagradável. Enfrente o medo, seu limitador é você.
Se não sabe, tente aprender.
Se não é importante, deixe de lado.
Se deseja fazer algo, faça. Mas aceite as conseqüências, pois elas sempre existem. Para o melhor e para o pior.
Se não vale a pena, para que se envolver?
Se precisa reclamar, reclame. Mas reclame para a pessoa certa. Reclamar ao vento não te leva a lugar algum.
Talvez você não consiga ter um filho, plantar uma árvore ou escrever um livro. Ainda assim…
Escreva um agradecimento (Um muito obrigado é suficiente);
Sorria e diga bom dia para um estranho;
Plante uma semente, a da amizade. Quem sabe os frutos não recompensam? A árvore demora a nascer, mas as flores compensam o esforço. Quem tem, sabe.
Ao invés de desejar muito e fazer pouco, como a maioria de nós, corra o circuito ao contrário. Deseje pouco, mas faça muito. As chances dos seus desejos se realizarem aumentam e, se não acontecer, você não fica com aquela sensação que o ano passou em branco.
Respire melhor. Não a respiração da sobrevivência, a automática. Falo da respiração do espírito, do ar que alimenta a alma.
Enfim, seja mais você (aqui começamos a nos repetir quanto ao ano passado). Para o melhor e para o pior, mas seja você mesmo. Com opinião, com dúvidas, com lágrimas e sorrisos. Você.
E se a chance da sua vida aparecer, agarre-a se valer a pena. Se não valer, deixe pra lá. Nem todo lucro compensa o investimento, pense nisso.
Sabe o que conta em um ano? O quanto você aproveita.
Tenha um ano mais interessante, mais sexy, mais imaginativo, mais produtivo, mais legal.
Aproveite.
Sem as cobranças loucas, sem as neuras de sempre.
Simplesmente aproveite.
E, ainda assim, faça planos. E trabalhe para que eles sejam realizados. Se não der, tudo bem. Você se esforçou. Um passo de cada vez, um passo depois do outro. Todos os dias. Sempre.
Um ano melhor para todos, afinal 2009 já vai tarde.
Nos vemos do outro lado do portal.
Um abraço e até!