August 6, 2010 por Willian
Quer ver algo bacana?
Ta aí um trabalho de um amigo meu, com o post copiado direto do site dele… super recomendado, para todo mundo!
Aproveitem!

Já havia comentado há alguns posts atrás a respeito do belo trabalho realizado pelo escritor/ilustrador Hugo Maximo no zine Nunca se Sabe, que já está no seu terceiro volume (clique aqui pra baixar os volumes 1 e 2 ), então, é com alegria que divulgo aqui o primeiro número da Mini Contos Ilustrados!
Beleza, e o que é essa tal de Mini Contos Ilustrados?
Trata-se de adaptações ilustradas pelo HM para contos do palhaço que vos escreve, no formato de uma pequena revista digital (em pdf). Neste primeiro número temos o mini conto “De novo, de novo e de novo…“, publicado por aqui há algum tempo.
E o trabalho dele ficou pra lá de bacaina!!
Chega de conversa, né? Clica logo aí abaixo (ou na figura do post) pra fazer o download e conhecer esse novo rebento!!
Mini Contos Ilustrados nº 1 (pdf)
É pá em pum e vamosimbora 
Link Original: Israel Teles
May 5, 2010 por Willian
Não é o cansaço natural.
É o se importar menos, cada dia mais.
E eu me importo menos, cada dia mais.
Escrevi no meu Orkut (alguém ainda usa isso?) “ando meio sem paciência para isso aqui. / Sem paciência para o virtual, de uma forma geral.”
O que é verdade.
Não é frustração, não é tristeza. É só o que há. Uma afirmação baseada em uma verdade pessoal.
Penso que somos cíclicos. Algumas vezes no topo, outras na base. Mas girando sempre; como a Roda da Fortuna, no Tarot.
Li outro livro de Gaiman; acho que um dos poucos que não havia lido ainda. Neverwhere. Aqui, ele recebeu o nome de Lugar Nenhum.
É Gaiman, o que posso dizer?
Mas fica aquela coisa de “será que a vida é real?”.
Os budistas acreditam que tudo no mundo não passa de ilusão. Por isso os seres humanos sofrem; por não verem a realidade como ela é. Por serem enganados, constantemente, pelas ilusões das emoções e sentidos.
Não estou sofrendo.
Não sou budista.
E, principalmente, não acredito em dogmas.
Mas, olha, eles tem um argumento. Concordando ou não.
E eu respeito argumentos.
Sempre.
(Até mesmo quando “ando meio sem paciência”)
March 5, 2010 por Willian
For three times it will happen and in all those times you’ll be under different circumstances. Fear not, but smile not either, for those will be no ordinary times.
In the first time, you’ll see something new, something you never saw before. It may look like a little elf, like a dwarf or even like a gnome. It is not any of them but your imagination.
No, it’s no lie. But it’s not the truth either.
When you walk over the green garden and let your foot feel the grass that lies beneath them, you will understand.
This time, search for the wind and tell your story.
It will be true, but not the truth yet. Not just yet.
But, you see, there’s a problem.
When you speak the words, they don’t come back and so will they fly over the winds and all over the world.
And here lies the whole problem. The world is not ready. Not just yet.
When the time comes, and it will come, you’ll understand that your words have changed some hearts and some minds.
Questions are going to be made.
This time, don’t tell. The story or anything else. Don’t smile either.
After all your efforts, if you still have to say something. Say it from your mind.
It won’t be true, it won’t be a lie either. But it will be closer to the truth.
And you will feel yourself alone.
But make no mistake, you will be alone.
For alone is what we are indeed; at least, all those who understand and tell stories; but now, again, I must remind you: make no mistake.
For alone you are, but have in your mind that alone you will never be.
You will have your mind and it is all you need; for you might be among a crowd and still feel alone and, likewise, you might be alone and still be among all your creation. Yes, I said that.
And your creation depends on you. Feed them, love them truly. And something will start to form in front of your eyes.
This time, the mistake might be apparent, but yet again, shall you pay close attention to everything and no mistake will be possible.
Remember, in the tell-don’t tell tale, there is only one truth: you create your own reality.
When you truly realize that, you’ll smile. And now you are allowed to do so.
This time, you’ll tell your story again. For you, your creation and everyone else who wants to hear it.
And all will be not only true, but the truth.
Your truth.
(Remember to say thank you, and if you get to have a drink in your hand, raise a toast; they will be pleased.)
Your truth.
February 9, 2010 por Willian
Muito daquela noite deveria ser facilmente ignorado. Muito precisava ser esquecido. Praticamente tudo iria desaparecer da memória.
Exceto o beijo.
—
Na noite que já não possuía forças para continuar, o Caminhante andava a passos largos, porém trôpegos. Passos que lembravam os do ébrio, mas não havia álcool no corpo do Caminhante. Não haviam drogas físicas ou materiais.
Havia, entretanto, a lembrança. E, como faca afiada a cortar a pele, a lembrança era forte demais. Forte para fazer a realidade parecer sonho e, o sonho – maldito sonho – virar realidade.
Mas o que era a realidade naquele instante? A realidade era o beijo.
E isso era tudo que o Caminhante conseguia lembrar.
Do beijo.
Do maldito, delicioso e inesquecível beijo.
—
Ela já não tinha mais lágrimas. Suas mãos há muito haviam parado de tremer, mas seu espírito ainda estava abalado. Como poderia aquilo tudo acontecer? Maldito escorpião…
Lembrou-se de sua criação simples, de ajudar na casa da senhora, de correr no fim do dia, sozinha, pelos campos. Lembrou-se de andar, uma única vez, à cavalo. Era noite, se lembrava, e só montou o corcel por imaginar que ninguém a veria.
Mas alguém a viu. Ele a viu.
E, mesmo sem perceber, seu corpo ainda formou lágrimas em seus olhos. E ela sorriu.
—
O Caminhante caiu de joelhos. O sabor do beijo, tal como absinto, tragava sua alma. Pensou na mulher, considerou-a uma bruxa. Olhou para as próprias mãos. O sangue ainda escorria, como se não houvesse um fim para aquele rio vermelho.
E lembrou-se do beijo.
E permaneceu de joelhos.
Suspirou. Não havia bruxa.
E a alegria abandonou sua alma.
—
O corcel corria e o vento batia em seus cabelos. A liberdade era tamanha que ela não conseguia deixar de sorrir. A grandeza de sua alma preenchia tudo ao seu redor. Ela estava feliz. Em anos, sentiu aquilo pela primeira vez. Feliz.
Seus olhos não viram quando ele, o dono do corcel, puxou a rédea. Ela caiu. Sentiu forte dor no braço. Ouviu gritos, xingamentos. Viu uma lâmina prateada cortar o ar e rasgar o pobre vestido que a cobria.
Suas lágrimas começaram neste instante. O cheiro do dono era pior do que o cheiro do animal. Suas mãos sujas eram piores do que o mais podre dos excrementos.
E suas lágrimas continuaram.
—
O Caminhante ouviu gritos e apressou-se. Viu um cavalo magro fugindo e dois corpos lutando no meio da escuridão. Aproximou-se. Um gordo homem-macaco se espreguiçava sobre pequena pomba. Não teve dúvida.
A mão alçou a pedra no chão e, certeira, foi ao encontro do homem-macaco. Um grunhido forte e o corpo caindo para o lado.
—
Ela percebeu que a respiração dele havia se afastado. As lágrimas, por um instante, secaram. Ela viu o dono do corcel caindo ao lado. Uma mão a puxou forte. Ela olhou para frente e viu o rosto mais bonito que já havia visto na vida.
Seu sorriso começou a aparecer quando a dor da alma lhe trouxe de volta à realidade. Porque a diabólica lâmina de prata, tal qual maldoso escorpião, lhe ferira na cintura? Porque novamente? Outra vez?
Ela não havia percebido que a noite estava tão escura. E parecia escurecer mais a cada instante.
—
O Caminhante viu os olhos brilhantes da pobre mulher. Não conseguiu deixar de notar a pele alva. Ela começava a sorrir, quando o vulto do homem-macaco se ergueu em suas costas. Ela tropeçou, perdeu as forças e caiu.
A luz brilhante e prateada da lamina da morte passou em sua frente. O Caminhante levantou as mãos e sentiu uma risada de sua carne. Um rio vermelho que se formou junto aos pequenos sorrisos em cada palma.
Sua pele, também branca, agora partilhava a cor que se espalhava pela cintura da pobre mulher.
—
A amiga pedra, protetora do início, valeu-lhe novamente. Forte, manchado, girando como as rodas das carroças, o audacioso pedregulho encontrou sossego na testa do homem-macaco.
Dessa vez não houve grunhido, só a queda. O brilho prateado escorreu da mão daquele que arfava sobre a pobre mulher. O corpo foi ao chão. A perna esquerda tremeu uma vez. Duas. Três. E ficou imóvel.
O Caminhante se aproximou da pobre mulher.
—
Ela viu a noite escura ficar, por uma fração de segundo, mais clara. O rosto mais belo que ela já vira estava em sua frente. Ela sorriu, ou pensou sorrir. Suas mãos, que seguravam a picada do maldoso escorpião, encontraram o belo rosto.
Ela o aproximou, mordeu o lábio inferior e pensou, por um segundo, como o escorpião poderia ter sido tão maldoso. Mas agradeceu que pudesse ter visto o amor no rosto de um desconhecido.
E ela o beijou.
—
O Caminhante viu a pobre mulher tirar as mãos manchadas da cintura. A cor alva da pele era agora rubra, o rio da vida se esvaía da mulher. A mão dela, áspera de muito trabalho, ficou suave ao tocar seu rosto.
Ela parecia querer sorrir. E, lentamente, ela o puxou.
Como fio de vida, novelo de linha mágica, ela se aproximou dele.
E o Caminhante a beijou.
—
E o mundo parou, por um instante, para ver aquilo que poderia ter sido. E o mundo chorou.
—
O Caminhante se levantou, desesperado. Quis socorrê-la. Ela ignorou. Sorriu para ele e apontou a cintura. Ele entendeu.
Os olhos dela não negavam a alegria, mesmo se tornando opacos a cada instante. Ela apontou a estrada com a mão direita. A esquerda fazia uma viagem entre a boca, sob a forma de um beijo, e seguia até o coração.
Ela sorria, enquanto seus olhos choravam. E ela não notou que suas mãos estavam parando de tremer.
—
O Caminhante correu, seus pulmões saindo pela garganta. Caminhando, o Caminhante caminhou. Correu novamente. Caminhou. E em sua cabeça apenas uma lembrança.
O beijo.
O maldito, delicioso e inesquecível beijo.
[...]
E a alegria abandonou sua alma.
—
Pois não há amor que dure para sempre, nem que seja tão curto que não possa ser sentido na alma.
Enquanto existem aqueles que demoram uma vida para tentar achar o famoso amor. A outros, pobres, é dado conhecê-lo em sua plenitude, numa fração do tempo. E essa fração pode ser tudo que haverá em suas vidas.
E a esses, só resta lembrar.
Do momento.
Do amor.
Do beijo…
February 4, 2010 por Willian
#Modo Mau Humor: On
#Modo Fernanda Young: On
Tá bom, tem coisas que cansam. (para não dizer: irritam)
Não que seja novidade, mas essas coisas existem e, isso, não dá pra negar.
Eu ando particularmente cansado de algumas delas.
Cansado de escrever e não sair nada razoavelmente aceitável. Da minha incapacidade de fazer o que mais falo. "Escreva, escreva, escreva". Isso é uma atitude que lembra algo muito pastorzinho safado de igreja golpista. Pronto, falei.
Cansado de ver amigos/colegas/conhecidos que desaparecem no buraco negro da existência, ficam perdidos por algumas centenas de milhares de anos, depois aparecem com o sorriso torto, amarelo. "Fui ali na esquina comprar um cigarro"… Ahn han… Não tem que dar explicação pessoas. Cada um tem uma vida.
Claro, também cansa o contrário. Pessoas que não vivem, não crescem, não…
Ah, quer saber? Ando cansado de reclamar também.
E da porcaria do calor dos infernos.
Cansado, só isso.
E de mau humor.
#Modo Pronto, falei: on