Willian Rabelo

Inspiração e dois e cinquenta – Uma história de Polyana

November 28, 2011 por

Lembro que em um filme que vi, que obviamente não vou lembrar o nome, o problema do protagonista-escritor era que ele não conseguia se inspirar em nada para continuar escrevendo.

Um autor experiente dá uma lição, dizendo que a inspiração está em toda parte. No mundo existem guerras, histórias, alegrias, tristezas, vitórias e derrotas, basta olhar e pronto. Lá está sua inspiração.

Achei engraçado lembrar disso ao ouvir, alguns dias atrás, uma história contada por uma amiga, que vou convenientemente – apesar de sem muita veracidade – chamar de Polyana. Sim, Polyana, com “y”.

Polyana é uma morena, não muito alta – mas também não tão baixa – espirituosa e de fácil riso. Ela me contou uma história e foi essa narração que leva a escrever essas linhas.

Polyana não tem muitas frescuras com alimentação. Come o que gosta, quando quer e pode comer. O tempo, até onde ela mesma admite, é seu maior problema.

Acontece que ela estava um dia falando com sua prima, Samira e com Jonas, marido de sua prima, e aquela vontade de comer carne apareceu.

- Ai gente, preciso comer carne. Carne de verdade.

- Ora, vamos a uma churrascaria então – sugeriu Jonas.

A ideia chamou a atenção de Polyana. Ela bem pensou. “Sabe que é uma boa ideia”

- Ah, mas não estou querendo gastar tanto assim.

Jonas abriu o largo sorriso e pegou o celular.

- Se o que estou pensando der certo, você não terá que pagar nada.

Meio segundo depois, estava ligando para Rodrigo.

Uma frase aqui, outra ali e combinaram o churrasco.

As mulheres prontas, Jonas ligou para Rodrigo novamente.

- Nossa cara, acabei de chegar da loja. Vou atrasar vocês, se quiserem ir sozinhos, não tem problema não.

- Não, a gente espera. Sem problemas.

- Certeza? Nossa, obrigado. Vocês passam aqui?

- Estamos indo.

Cidade pequena, coisa de quinze minutos depois já haviam chegado na casa de Rodrigo. Ele estava terminando de se arrumar, quando abriu a porta.

- Nossa, entrem gente. Desculpem o atraso. Vou acabar com o programa de vocês, hein?

- Nada – respondeu Jonas, olhando para as mulheres – Você já está quase pronto. Não vai estragar nada. Inclusive, a Polyana vai com você, tudo bem?

Polyana olhou para Jonas, que retribuiu o olhar com uma piscada de olho.

- Claro, sem problemas. – Rodrigo se aproximou dela estendendo a mão – Muito prazer.

- O prazer é meu.

Trocadas as cordialidades, eles subiram nos carros e foram para a churrascaria.

Apesar de confortável, Polyana não pode deixar de notar que, dentro da caminhonete Rodrigo não conversava. Apenas dirigia.

“Talvez ele esteja sem graça, ou seja tímido”.

Rodrigo era um pequeno empresário bem sucedido e, até onde Polyana havia ouvido falar, fácil de entrosar. Segundo Jonas, ele procurava uma menina bacana para namorar e, no entendimento dela, foi por isso que foi jogada pelo marido da prima para o carro de Rodrigo.

Chegaram à churrascaria outros quinze minutos depois. Cidade pequena tem suas vantagens.

Entraram, pegaram uma mesa.

“Duas promoções de rodízio para casais, por favor” – Pediu Jonas.

Começaram a comer e a conversar.

Polyana não deixou de notar que, durante todo o tempo, Rodrigo mal comia e não falava coisa alguma.

Apesar das insistentes indiretas que Jonas lançava, Rodrigo permanecia com meio sorrisos e comendo apenas. E comendo pouco.

Quando ele se levantou para ir ao banheiro, Jonas comentou de pronto.

- Caramba, desculpa Polyana, não sei porque ele não está conversando.

- Eu também não, e olha que não falei nada quando estávamos vindo.

- Ah, quer saber? Vamos aproveitar assim mesmo. A gente veio foi pra comer e não pra conversar, então deixa ele calado e vamos aproveitar.

Polyana sorriu, olhou para Samira e aquiesceu.

Por mais de uma hora e meia, eles comeram, riram e conversaram.

Ao fim de todo esse tempo, quando eles já estavam satisfeitos e um pouco moles de tanta comida e bebida, Jonas pediu a conta.

Jonas recebeu a comanda, repassou para Rodrigo olhar. O que aconteceu a seguir foi constrangedor.

Rodrigo pegou a comanda, analisou e olhou para Polyana.

- Nossa parte são trinta e cinco reais, dezessete e cinquenta para mim e dezessete e cinquenta pra você.

Jonas ficou vermelho de vergonha. Polyana abriu os olhos, empinou o nariz para manter a dignidade e pegou a bolsa.

Ela contou as notas e olhou para Rodrigo.

- Pode deixar – disse ele, retirando uma nota de vinte – eu pago aqui e você só me passa os quinze, fica mais fácil.

Ainda tremendo por dentro, com uma aparência de dignidade de uma dama, ela abaixou levemente a cabeça, concordando, e repassou os quinze reais para Rodrigo.

Na maior calma do mundo, ele adicionou as notas dele, colocou na comanda e repassou para Jonas.

Um silêncio sepucral se abateu sobre eles. Quando foi sair, Jonas ainda tentou consertar a situação.

- Rodrigo, você deixa a Polyana em casa?

- Sim, sem problemas – E entrou na caminhonete, destrancando a outra porta.

Polyana lançou um olhar mortal para Jonas. Ela percebeu quando Samira deu um beliscão no braço do marido e fechou o cenho para ele.

Dentro da caminhonete, Rodrigo ligou e começou a andar, quando, com muita seriedade, lançando a frase com naturalidade.

- Olha, não se preocupe Polyana, agora você só me deve dois e cinquenta.

E calou-se.

Rodrigo não riu. Não suspirou, não sorriu, nem nada. Ele falou sério.

Polyana estava uma pilha, nervosa, querendo gritar e xingar. Ela havia pensado na situação, até compreendia dividir a conta. Compreendia que não era um casal e que ele não tinha obrigação alguma de pagar nada para ela.

Mas cobrar dois reais e cinquenta centavos? Cobrar míseros dois reais e cinquenta centavos? Alguém dono de uma caminhonete nova, pequeno empresário bem sucedido e cobrando migalhas?

O orgulho de Polyana falou mais alto.

Sem perder a compostura, ela empinou novamente o nariz, discretamente remexeu na bolsa, tirou uma nota de cinco reais e colocou no porta-copos da caminhonete.

- Tá aí, fique com o troco.

Foi como mágica.

Ela colocou o dinheiro no porta-copos e Rodrigo começou a conversar, se soltar, perguntando sobre ela, querendo saber mais coisas.

Como uma pedra de gelo, ela respondia monossilábica. Esperou chegar na porta de casa. Agradeceu rapidamente, desceu do carro, bateu a porta e entrou.

Parecia que o destino estava esperando por isso. Seu celular tocou.

Era Jonas

- E ai? Ele te levou?

Perdendo, pela primeira vez na noite, toda compostura que ela segurou para manter, ela contou tudo que havia acontecido. Contou dos dois e cinquenta e de como o Rodrigo havia ficado solto, depois dela pagar.

Após alguns minutos falando impropérios, ela parou. Jonas estava mudo do outro lado. Se estivesse na sua frente, Polyana tinha certeza absoluta que ele estaria extremamente envergonhado. Aquilo lhe deu um certo prazer, afinal, havia sido Jonas quem tramara o encontro. Ele tinha sido o mentor de toda a situação.

- Olha, Polyana, desculpe. Eu não sabia que seria assim. Nossa, como eu estou com vergonha. Credo.

- Tudo bem – E foi a hora que Polyana havia aguardado até então – não se preocupe Jonas, da próxima vez que acontecer, se acontecer, eu pago a conta. Inteira.

Após alguns outros pedidos de desculpas, Jonas desligou.

Aquela noite Polyana foi dormir com raiva e sonhou.

Ela sonhou com dois e cinquenta.

Com malditos dois e cinquenta.

Orelha – Um cara legal

September 15, 2011 por

Olá Pessoas, tudo bem?
 
Me lembrei de uma história, que pode ou não ser verdadeira, contendo ou não pessoas reais, que eu posso ou não ter conhecido pessoalmente, em um assunto que aconteceu de verdade ou que eu inventei ou um misto dos dois, ou nenhuma das alternativas. ;-)
Feita essa introdução nada direta e objetiva, vamos à história em si, pode ser?
Eu estava na faculdade, alguns anos atrás.
Ta bom, muitos anos atrás. :-D
E sempre tinha esse colega nosso, um cara cheio de espírito, pra cima e metido a alegre. Gente boníssima.
Você que já fez faculdade, já conheceu alguém assim.
Lembrou dele(a)?
Bacana. Guarde a imagem.
Você que ainda não fez, provavelmente também já conheceu alguém assim também. Se não conheceu, ainda vai conhecer.
Enfim.
Claro que eu era jovem e, como bom jovem que era, é claro que a conversa sempre rodava em torno de festas, carros, garotas, bebidas e como a gente sempre iria se dar bem e em como o mundo sempre ia ser um lugar legal, onde nossos sonhos seriam realizados e seríamos o sucesso do impossível.
Quando o mundo se jogaria aos nossos pés.
Se reconheceu?
Mas voltando…
Esse nosso colega, que a gente chamava carinhosamente de Orelha, namorava uma menina muito bonita, magra, cabelo cacheado castanho e olhos azuis.
Ela era meio separada da galera, mas era gente boa também e bem descolada de um tanto de preconceitos. Boa pra conversar quando você já não tinha idéia do que estava falando.
E foi assim que, certa vez, se não me lembro mal, estávamos conversando, enquanto caia uma garoa fina do lado de fora do prédio da faculdade e chega o Orelha com a namorada, os dois rindo loucamente, aos abraços e tal.
A gente ficou pressionando, perguntando o que tinha acontecido, porque tanta alegria, tanta felicidade e tal.
O Orelha não agüentou e mandou direto.
- Cara, não é alegria nem felicidade não. Só estamos rindo de uma parada aí.
Uma parada aí.
E isso era pra ser uma resposta? Ahn?
A pressão não diminuiu, claro.
Conta, conta, conta.
Não sei se todo mundo percebeu, mas eu percebi quando o Orelha virou meio de lado e buscou o olhar da namorada. Me pareceu que ela meio que ficou um pouco constrangida, mas balançou suavemente a cabeça.
Uma galera foi embora, outra galera ficou.
A pressão sumiu, o assunto mudou.
Pouco tempo depois, ficou só a galera mais conhecida e o Orelha falou.
- Cara, é que a gente tava transando hoje e ela ta começando a ficar meio menstruada, e meio que as coisas se misturaram e caíram no chão. E a cachorrinha dela veio e meio que comeu tudo.
Acho que ele não tinha total noção do que ele tinha acabado de falar e começou a rir, ela também, mais tímida, mas também totalmente a vontade. Pelo menos parecia a vontade.
Eca.
Sim, eca.
Esse foi o pensamento e o sentimento geral. Ninguém riu. Só os dois. E parecia que o mundo não era nada pra eles, os olhares que trocaram, os abraços e o riso sincero foram, naquela hora, algo próximo de constrangedor pra quem estava assistindo e tinha acabado de ouvir uma daquelas.
Os dias foram passando e os dois ainda mais próximos. Sempre pra cima e pra baixo e já era meio comum encontrar os dois em qualquer lugar.
E acho que essa imagem é a que destoa.
E destoa porque o que veio a seguir é uma espécie de negativo. Quase uma contramão.
Outro dia, chegou o Orelha, fumando um cigarro. Tenso. Me chamou e mais alguns amigos pro lado. Saímos da aula.
- Que foi cara?
- Cara, acho que ela ta grávida.
Fiquei mudo.
Os outros colegas todos rindo, abraçando o cara. Eu fiquei parado. Talvez eu não tivesse a real magnitude da coisa toda e devesse ter dado os parabéns pra ele. Mas não consegui. Eu e mais dois colegas não conseguimos. Só ficamos lá parados.
O que dizer para um cara em uma hora dessas? Ele, quando chegou, não parecia exatamente feliz com a informação.
O Orelha nunca fumava. E quando eu digo nunca, eu quero dizer nunca mesmo. Tipo só quando o pai dele morreu.
Mas isso é outra história.
Sei que o Orelha ficou um pouco, ouviu umas piadas, riu um pouco, saiu pra beber uma cerveja com alguns colegas e foi embora.
Embora mesmo.
Ele ficou desaparecido coisa de umas duas semanas. Ou coisa de um mês. Não sei ao certo.
Sei que ele não atendia telefone, não respondia e-mail.
Faltou prova.
E, apesar de ser legal pra caramba, o Orelha era meio caxias. Daqueles que não saem falando que gostam de estudar, mas que, em casa, acabam pegando um livro ou outro, só pra “ver de qual que é”.
Um dia, chegando do trabalho mais cedo, direto pra faculdade, vejo o Orelha andando.
Estavamos em uns cinco ou seis colegas e ele chegou.
Tremia.
Os olhos vermelhos, o nariz inchado.
- Orelha, você andou cheirando alguma coisa?
Todos rindo.
Ele de cabeça baixa.
As risadas foram cessando.
Quando eu percebi, tinha uns molhados pequenos no chão de cimento sob os pés do Orelha, pareciam uns pingos. Olhei pro céu procurando chuva, mas nada. Tenho que admitir que sou meio lerdo, não sei se fui o primeiro ou o último a perceber.  Sei que não fui eu que verbalizei, mas o colega do lado.
- Orelha, você ta chorando, cara? Que aconteceu?
A voz veio embargada, pesada. Totalmente perdida da alegria que sempre carregava. Ela veio sofrida, tardia, quase pedindo para ser esquecida.
As palavras cortaram o vento que nos rodeava.
- Eu matei meu filho.
O espanto foi geral.
O silêncio também.
- Como assim? Perguntou o mesmo colega que havia verbalizado a pergunta sobre o choro.
- Eu matei meu filho. Matei. Matei.
O Orelha meio que caiu no desespero. Sentou-se no chão. Meio balbuciando, meio choramingando.
- Ela abortou. Ela abortou e a culpa é minha. Matei meu filho cara. Matei meu filho. Eu sou um assassino. Que tipo de cara eu sou? Um assassino. Um monstro.
Os colegas começaram a consolar o Orelha, começaram a dizer alguma coisa pra alegrá-lo, pra tirar aquilo da cabeça dele. Foi quando ele olhou pra mim. Não sei se esperando alguma coisa, alguma palavra, alguma frase. Qualquer coisa.
Mas a única coisa que saiu da minha boca foi um puro e sincero:
- Mas que merda, cara. Que merda.
Não sei se pelo choque ou se por ele já estar mais do que passado por conta do trauma, mas ele balançou a cabeça, olhou para o lado e ficou lá. Sentado no cimento.
No final, a galera acabou conseguindo tirar ele dali. Acho que foram beber em algum lugar. Coisa assim. Lembro que aconteceu algo e só foram alguns, não todos. Mas não lembro bem o que foi. Só, que eu não fui.
Claro, o Orelha e a menina de cabelos castanhos se separaram.
E ele sofreu pra caramba.
E se culpou pra caramba.
E ficou mal pra caramba.
E em um mês estava namorando outra menina, essa tinha cabelos claros.
E eles eram legais pra caramba. Juntos.
E ela era mais legal que a menina de cabelos castanhos.
E eles viviam andando pra cima e pra baixo.
E os dois comemoravam juntos e também brigavam juntos.
E eles terminaram, claro.
Mas ela nunca falou nada sobre um cachorro comendo algo que não parecia natural que comesse.
E ele namorou mais um tanto de meninas.
E os dias passaram.
E o Orelha se formou, se tornou empresário, se casou e teve dois filhos.
E hoje eu encontro ele por aí.
E ele sorri pra caramba.
E ele conta muitas piadas.
Mas nunca voltou a ser o cara que era antes.
Nunca mais voltou a ser um cara cheio de espírito, pra cima e metido a alegre. Mesmo ainda sendo gente boníssima.
A minha teoria é que algo se quebrou dentro do Orelha no dia em que ele se sentou no chão. Mas ele nunca mais tocou no assunto e, até onde sei, ninguém nunca mais tocou nesse assunto com ele também.
E tem um ditado que fala que águas passadas não movem moinho.
E se é assim, porque diabos então eu me lembrei dessa história?
Por que, como li algum escritor famoso dizer em algum lugar, com a devida licença poética, “algumas histórias nunca são esquecidas”.
E acho que essa não foi. Pelo menos pra mim.
Orelha, cara, sei que você não lê esse blog.
Mas não se preocupe, essa história não é pra você.
Essa história não é sobre um cara na faculdade que viu a namorada abortar um filho e que ficou se culpando. Um aborto que, aliás, ninguém nunca conseguiu explicar se foi espontâneo ou não.
Não.
Essa história é sobre um cara que viu essa história toda e que, quando olharam pra ele, esperando alguma coisa, uma frase qualquer, tudo que ele conseguiu dizer foi um bom, puro e sincero:
“Mas que merda, cara. Que merda.”
Sejam felizes.

Bolha de sabão

July 7, 2011 por

Começa com você,

Entrando em sua própria mente,

Descobrindo que não passa de uma parte,

Da semente, que virará a árvore, que é só uma parte

Da mata, que viravá floresta, que é só uma parte

Do meio que se soma e gera o todo, que é só uma parte

Da esfera, que é uma bolha de sabão,

Que estoura.

Nessa hora, você estará livre.

Na terra de Vharsat

April 1, 2011 por

Na terra de Vharsat

Às margens do Rio da Lágrima

Repousa a Pedra do Golpe

Onde o Primeiro Rei foi coroado

E depois destronado

 

Na terra de Vharsat

Onde a vergonha cobriu os campos

E a morte se escondeu nos cantos

Os animais assustados sofreram

Com a fúria do Andador

 

Na terra de Vharsat

Perto do morro da Penúria

Kaashar deu combate ao Terror

Onde Falineye e Growhear sucumbiram

Ante a demência do Combatente

 

Na terra de Vharsat

Onde heróis surgiram com o fogo do céu

O mal segurou a vida

E fez dela arma

Contra aqueles que a defendiam

 

Na terra de Vharsat

A espada que sempre descansa

Com o escudo que nunca protege

E o cajado que sempre se quebra

Lutaram

 

Na terra de Vharsat

Onde tantos sofreram

Um grito rompeu o silêncio

As mãos se juntaram pela última vez

E a esperança surgiu

 

Na terra de Vharsat

Às margens do Rio da Lágrima

Repousa a Pedra do Golpe

Onde o Andador foi banido

E a vida foi liberta

 

Na terra de Vharsat.

E-books – Amazon

March 1, 2011 por

Alô Autores!

Com essa onda de tablets/e-readers: iPads, Xoom, Kindle e companhia; sempre fica aquela pergunta: Como publicar nesses meios?

Penso que nos próximos tempos (próximos mesmo) a indústria vai acabar se encaixando nessa nova possibilidade; como a industria da música fez. Chorou, chorou, mas hoje já se vende música digital.

Nesse meio tempo, existem informações aos autores de como publicar. Caso queiram.

Nesse link aqui, sugestão do amigo Israel Teles, um autor brasileiro – José Luiz dos Santos – explica como publicar na Amazon. Isso mesmo, caros amigos, publicar um e-book direto na Amazon.

Bom, você pode não ficar milionário. Mas quanto mais possibilidades, melhor. Não?

Boa sorte e boas letras

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