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Sep 11 2008

ABIN, grampos e a legitimidade do serviço de inteligência

Escrito por Willian em Política

Tá, já deu.

O que está acontecendo com esse país?

Que palhaçada é essa, onde um banqueiro safado consegue encobrir as investigações e agir como se nada tivesse acontecido?

Um banqueiro que manda no país? Que muda o foco, de uma das melhores investigações realizadas pela Polícia Federal, de tal forma que o Estado é quem está no banco dos réus?

A Agência Brasileira de Inteligência – ABIN – é parte integrante do SisBIn – Sistema Brasileiro de Inteligência – que é responsável por, além de outras coisas, “ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional” (art. 1º- Lei 9.883/99).

Além disso, a ABIN, como órgão central do referido sistema, é quem coordena as ações dos integrantes para verificar, através da inteligência e contra-inteligência, os riscos para o país, ou seja, segundo a lei citada: “terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência do País”.

A mesma lei define inteligência da seguinte forma: “entende-se como inteligência a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado.” (grifo meu)

Certo, introdução feita, vamos a algumas constatações.

A CIA (Central Intelligence Agency), uma das muitas organizações da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, é conhecida por sua ação, DENTRO E FORA, do seu país sede, atendendo aos interesses nacionais onde forem necessários e da maneira que for mais conveniente aos interesses nacionais e da sociedade que protege. (http://en.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency)

O MOSSAD (serviço de inteligência de Israel), em 1960, veio até a argentina para: análise, vigilância, busca e apreensão de um dos maiores nazistas da história, um criminoso de guerra que atentou contra a vida dos judeus – Adolf Eichmann – e o levou para julgamento perante um tribunal israelense – desempenhando o seu papel enquanto Agência de Inteligência.

É de conhecimento público que o MOSSAD também fez várias outras operações em outros países da Europa, América do Norte e Ásia. (http://en.wikipedia.org/wiki/Mossad)

Além dessas organizações, vários outros países possuem órgãos de inteligência para zelar por seus interesses. Uma pequena lista encontrada online, no site da Wikipédia, pode ser vista aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_intelligence_agencies

Exposto isso, vamos agora ponderar sobre alguns pontos.

A ABIN, enquanto Agência de Inteligência, deve preservar pela soberania nacional e pela manutenção do Estado de Direito. Mas como isso é feito, na prática?

Através da análise de informações, da coleta de dados, do cruzamento e  compartilhamento, até onde for interessante, com agências de inteligência de outros países, de informações que sejam inerentes aos riscos determinados e levantados.

Não é natural que uma agência de inteligência não possa exercer o seu objetivo institucional. Ela sempre é criada com a intenção da defesa nacional.

Agora vamos evoluir um pouco o foco.

Essa bandalheira perpetrada por Daniel Dantas é espalhafatosamente nojenta. Uma investigação realizada pelo Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, ao cabo de quatro anos, conseguiu prender um dos maiores pilantras do sistema financeiro nacional.

Um empresário absolutamente desavergonhado, que cresceu à margem da utilização das concessões públicas e de contratos duvidosos, que sofreu processo de quebra de sigilo telefônico baseado completamente na legalidade (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=604) e que agora quer desestabilizar a nação através da manipulação velada, direta e indireta, dos poderes da República Federativa do Brasil.

É de se envergonhar morar em um país que, quando sua polícia judiciária trabalha avidamente no combate aos opositores do Estado de Direito, é rechaçada pelo congresso nacional, sendo tratada como criança levada, que fez algo indevido.

E a ABIN?

Meu bom leitor, a ABIN entrou na culatra de toda a (suposta e inventada) “crise”.

Ela deveria já, há muito, ter a prescrição legal de realizar as medidas que fossem necessárias para o provimento, manutenção e estabilidade da ordem nacional.

Sim, grampos são necessários e deveriam ter feito parte das atribuições/possibilidades da ABIN desde sua concepção, mas não só isso. As atribuições são claras, ela deve ter possibilidade de fazer com que a Soberania Nacional seja sempre do Brasil, sem correr o risco de que uma pessoa, organização ou empresa possa desestabilizar a ordem nacional.

Mas porque grampear Daniel Dantas?

Porque ele possui poder político e financeiro suficiente para desestabilizar a economia e a parcimônia social do país. Ele é um risco para a manutenção, desenvolvimento e crescimento do país.

Não somente ele, mas todos os empresários, especuladores, lobistas e políticos que prezam sua manutenção no poder em detrimento do bem público e social.

Daniel Dantas me enoja, Gilmar Mendes me enoja, o Nelson Jobim me enoja.

Como brasileiro, não consigo conceber que o presidente de uma CPI de grampos (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=607) desacate o diretor de uma Agência de Inteligência que presa pela prestação da proteção aos interesses nacionais, tampouco pelo circo formado para culpar o investigador, ao invés do investigado (http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8871).

Enquanto a sociedade civil, o ministério público, as polícias e algumas parcelas do legislativo se movem para tentar demonstrar, além de apoio, a necessidade da volta do Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, para o caso da operação Satiagraha (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=614), o banqueiro Daniel Dantas continua com trânsito livre, através das suas “facilidades”, para o desempenho de qualquer atividade que lhe convier.

Não é aceitável que o Brasil suporte isso, passamos da ditadura militar para a ditadura financeira? O povo deixou de ser refém de um Estado Militar para ser refém de um grupo financeiro?

Não dá para ser assim, não pode ser assim.

O Brasil tem que melhorar, e lugar de criminoso é na cadeia, mesmo que ele tenha seis bilhões de dólares em patrimônio.

Falando nisso, disso tudo de grampo, ainda não mostraram o tal áudio da conversa entre o Senador Demóstenes Torres e o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes.

Sei que é coro nacional, mas me junto.

Cadê o áudio?

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Jul 18 2008

E a Polícia Federal morreu… Satiagraha

Escrito por Willian em Política

Eu não queria falar sobre esse negócio todo da Satiagraha – por uma questão pessoal – mas não vejo outra forma. Acho que tem besteira demais sendo falada por todos os lados.

Estão todos muito preocupados com o delegado, se ele disse isso, se fez aquilo, se não vai participar mais da investigação, se vai fazer festa de fim de ano, se vai ter árvore de natal, essas coisas.

Importância nacional, sem dúvida.

Mas veja só, o Gilmar Mendes, ministro presidente do STF, concedeu os dois Habeas Corpus para o Daniel Dantas, isso é fato. Aconteceu.

Claro que eu sou leigo, afinal, como eu – que não entendo nada de Direito ou do processo judiciário nacional – posso condenar que um cidadão, tão importante quanto qualquer brasileiro, consegue impetrar recurso diretamente na última instância do poder judiciário e sumariamente ignora todo o trajeto que qualquer outro brasileiro iria enfrentar. Afinal, ele é tão importante quanto qualquer brasileiro, não é?

Se todos são iguais perante a lei (CF - Art. 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” – grifo meu), então o Dantas é tão importante quanto qualquer um, logo – espera-se – que ele tenha que seguir o mesmo trâmite em processos judiciais que qualquer outro cidadão. Certo? Certo? Errado.

Dantas tem “facilidades”. O problema é a primeira instância. De Sanctis. De fato.

Todo regra, todo escopo, todo mentira, todo torto. Esse é o processo judicial brasileiro.

Mas o presidente – do Brasil, não do STF – acha que o delegado tem que se explicar, e diz isso pra nação, e depois a PF, instituição de proteção e investigação da república, divulga trechos da conversa, que o Queiroz quis sair, essas coisas. Claro, ele quis sim. Tanto quis, que questionou a fita.

Adultério. Adulterado. Tudo diferente do combinado.

E você duvida que os advogados do Dantas já não tiveram acesso ao processo? Porque ele continua calado? Porque não vendem Gol novo, na cor laranja? Laranja é algo tão comum hoje em dia…

Porque a imprensa está tão preocupada com o delgado delegado designado?

O foco é o Dantas, mas isso não parece importante.

O foco é a “BrOi”, o Opportunity. 1 bilhão de doletas. É isso.

Mas não, melhor pensar no cisma do judiciário. Davi x Golias. De Sanctis x Mendes. E não é que, ao que parece, o Davi ganhou de novo?

Mais de quatrocentas autoridades em ato de desagravo.

Morro de orgulho da Polícia Federal, mas o STF deixou a desejar.

Mas e o Dantas?

Por enquanto está tomando Clicquot Veuve, em uma de suas coberturas. Daqui um tempo ele vai tomar caipirinha, em ROMA.

 

 

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May 12 2008

Eu me orgulho de ter mentido

Escrito por Willian em Política

 

Ainda sobre a Dilma Roussef.

Eu vi a reapresentação da sessão da Comissão de Infra-Estrutura, que ela havia participado. Ela teve um banquete servido pela oposição.

Ela é inteligente, isso não é questionável. Bem preparada também.

Entretanto, algumas coisas me deixaram alerta. Os senadores, oposição e situação, merecem estar onde estão pelos votos que conseguiram. Ainda assim, alguns são muito mal preparados. Voto não significa, necessariamente, capacidade e concisão de pensamento.

Não digo que são burros, são mal preparados mesmo. O caso do Agripino foi um exemplo tosco e muito mais importante que qualquer outro que eu pudesse citar. Fico com esse exemplo, mesmo que desgastado.

O problema nem foi a grande sacada que ele tentou dar, chamá-la de mentirosa. O ponto todo é saber que a oposição (e quem sabe, a situação também) não tem problema nenhum em enfiar o dedo na ferida ainda aberta da ditadura, só para tentar desbancar um debatedor competente.

Não é o caso de se falar em dossiê, em cuecas e malas de dinheiro. Não é preciso lembrar que carecas, jornalistas peladonas e cabeludos já passaram pelas comissões.

O que é preciso saber é que se a política não tem mais como evoluir, se é que evoluiu, bater em um passado engasgado e doloroso, pode ser a solução. Uma solução suicida, mas que é adotada sem reservas.

A oposição se deu mal, porque a ministra saiu magistralmente do acontecido.

O que seria legal é se todos os políticos percebessem que nem sempre bater em cachorro que parece morto é inteligente. Ele pode te morder.

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Feb 08 2008

Cartão corporativo, BBB8, livros, etc

Escrito por Willian em Amenidades, Política

Hoje eu decidi falar sobre o que mais falo no blog: sobre um monte de coisas desconexas e sem sentido.

Começando, segue o meu apelo: Eu quero um cartão corporativo do governo federal.

108 milhões de reais gastos no cartão? Fala sério.

Pelo visto, todo mundo tem um. Menos eu, óbvio.

Só faltam as pessoas do Big Brother Brasil 8 (vulgo, BBB8) terem também. Talvez os homens, né? Por que as mulheres não precisam. Quando acabar o programas elas vão procurar as revistas playboy, sexy e outras. O objetivo? O mesmo das outras edições: sair nas fotos da revista pelada, nua e sem calcinha. Coisa de uma safadagem sem tamanho. Sabe como é, parece com aqueles assuntos que não rolam sexo no BBB8, o que rola é a grana depois…

Dessa forma, mesmo sem o cartão corporativo do governo federal, elas acabam ganhando muita grana. Por quase nada, aliás. Pensando bem, acho que ninguém de lá precisa de um cartão desses não. (Mas aposto que muitos pegariam, se fosse oferecido). Give me a break.

Girando o mundo um pouco, quem precisava mesmo dar um tempo em tudo era a Amy Winehouse. Apesar de ter o visto negado para ir aos EUA em mais uma dessas festas tipo oscar, grammy, trófeu tamburi, etc; ela ainda tem que explicar a manchete dos jornais: Amy Winehouse em vídeo usando drogas. Coisa da internet, claro. Mas ela é legal, tirando o vício das drogas e a própria existência dela. Sei lá, ela DEVE ser legal, pelo menos ela vendeu uma porrada do álbum Rehab. Quem sabe até o Papa Bento XVI não comprou um? Acho até que ela vai pro céu.

Mudando de assunto. E a escrita de livros, alguém me perguntou. "Não vai escrever um best seller não?"  Bem, pergunta pro Paulo Coelho, ou pra J.K. Rowling. Afinal, depois do Alquimista de um (e Brida, e Maktub, e… bem… são muitos né?) e da série Harry Potter da outra, eles estão bem. Bem ricos, pelo menos. Eles devem ter algum best seller pronto por aí.

Já essa pessoa que vos fala (digita, escreve, etc.) não está em bons ventos de escrita. Eu não ando escrevendo nem anúncio de venda de pão velho. Então, um best-seller não vai sair daqui por esses dias (meses? anos? décadas?).

Mas falando em Best Seller, vi uma entrevista com a Ivete Sangalo no programa da Marília Gabriela que foi show. Ela parece muito simpática, muito comunicativa. Um bestseller em pessoa. Achei legal isso, dela dar entrevista toda descontraída e tudo mais. Tem uma treta que rola na internet que fala de coisas entre ela e a Cláudia Leite, que acabou de sair do Babado Novo. Deve ser tudo invenção. Eu pelo menos não acredito muito que role algo esquisito entre elas não. Bem, e se rolar também, problema delas, né não?

Acho que é isso personas. Continuamos vivos e na luta!

Ou, pelo menos, tentando.

3 respostas até agora

Jan 04 2008

Pessoas

Escrito por Willian em Política

Algumas vezes as pessoas são egoístas, mentirosas e cínicas…

Outras vezes, elas são assassinas, eticamente questionáveis e falsas…

Mudaram o nome de CPMF para IOF "Bombado".

E tem gente que tá comemorando…

"Eu tenho medo" by Regina Duarte

Sem respostas ainda

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