Jun 05 2008
Pensar
Esses dias eu andei discutindo sobre direito autoral, capacidade de escrita, ghostwritting e definição/diferenciação entre qualidade x gostar.
O argumento “eu não gosto, então não presta” é um deles.
Julgar a qualidade de algo tendo como parâmetro sua visão é aceitável, até compreensível; afinal, quem define a qualidade de algo são os olhos de quem vê. O que eu acho com qualidade, pode não chegar ao seus parâmetros.
Agora, forçar essa visão como resultado óbvio de um pensamento linear é outra coisa.
Veja só, como eu disse um dia desses, um argumento apaixonado não faz uma coisa melhor ou pior. É só uma opinião.
Dessa forma, leva vantagem quem tem facilidade com a palavra.
Uma argüição bem feita pode induzir ao erro por retórica. É um sofisma. Uma verdade aparente que esconde uma falácia.
Vejo assim: Você defender o que pensa é aceitável e, em um debate, é essencial que você esteja convencido do que acredita; não usando o famigerado “por que eu acho que é assim”, mas com argumentos passíveis de questionamento e de uma forma de manutenção dos mesmos.
Repensar um pensamento é louvável.
Deixar uma opinião como se fosse um deus desmistificado por outra que parece melhor, não é sinal de humildade. Chegar a uma conclusão próxima, depois de um questionamento interior, pode até ser.
Posts