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Jun 05 2008

Pensar

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

Então,
 

Esses dias eu andei discutindo sobre direito autoral, capacidade de escrita, ghostwritting e definição/diferenciação entre qualidade x gostar.

Algumas coisas me cansam.

O argumento “eu não gosto, então não presta” é um deles.

Julgar a qualidade de algo tendo como parâmetro sua visão é aceitável, até compreensível; afinal, quem define a qualidade de algo são os olhos de quem vê. O que eu acho com qualidade, pode não chegar ao seus parâmetros.

Tudo bem.

Agora, forçar essa visão como resultado óbvio de um pensamento linear é outra coisa.

Veja só, como eu disse um dia desses, um argumento apaixonado não faz uma coisa melhor ou pior. É só uma opinião.

Dessa forma, leva vantagem quem tem facilidade com a palavra.

Uma argüição bem feita pode induzir ao erro por retórica. É um sofisma. Uma verdade aparente que esconde uma falácia.

Sei lá, não é pra ser teórico.

Vejo assim: Você defender o que pensa é aceitável e, em um debate, é essencial que você esteja convencido do que acredita; não usando o famigerado “por que eu acho que é assim”, mas com argumentos passíveis de questionamento e de uma forma de manutenção dos mesmos.

Senão complica.

Repensar um pensamento é louvável.

Deixar uma opinião como se fosse um deus desmistificado por outra que parece melhor, não é sinal de humildade. Chegar a uma conclusão próxima, depois de um questionamento interior, pode até ser.

Pensar é opcional.

Sem respostas ainda

Jun 01 2008

Poucas Palavras

Escrito por Willian em Amenidades

Tem um blog legal novo por aí.

É o Poucas Palavras (http://www.poucaspalavras.com)

Vale a visita. Recomendo!

Uma resposta até agora

May 15 2008

Biografia de um Zé Ninguém. (Podia ser você!)

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

Eu quis um mundo novo.

Um mundo onde não fosse julgado pelo que produzo, ou pelo que tenho. Um mundo onde o que eu sou fosse suficiente. Um mundo onírico, rico e verdadeiro. Um sonho.

Encontrei um mundo que exige esforço, que existe hoje e exige uma posição.

Fiquei em cima do muro, como muitos. Por opção.

No começo foi bom, vi os dois lados. Acompanhei as mudanças que aconteciam e não tive que tomar partido em nada. Aprendi.

Fiquei em dúvida e achei que meus sonhos fossem realmente o que eu queria. Quais são os seus sonhos? Quem é você?

Queria um castelo, um carro importado, um apartamento e uma pizza de bacon.

Queria ser diplomata, juiz, agente secreto, policial, piloto, promotor e empresário. Queria ser Chef, queria saber cultivar uma planta. Queria dirigir um F-1. Queria ser Rei, príncipe e valete. Saber de música, tocar um violino como a voz de um anjo e um violão como o Jack Jhonson.

Queria falar Japonês, Alemão, Francês, Russo, Latim, Italiano e Esperanto. Isso porque eu nem sei se Esperando se “Fala”. Ainda assim, queria.

Entender de vinhos e queijos, de livros e bocejos. Ler a língua das estrelas, escrever na areia e ver a alma das pessoas. Queria saber que o amanhã sempre é melhor. Será que é?

Queria muita coisa.
Não consegui nem a pizza.

Claro que a culpa foi minha, eu me acomodei, me acostumei, achei que estava bom.

Quem já não pensou que o que tinha era suficiente, que esse desejo de mais era pernicioso? “Ah! Desse jeito está bom. Tô melhor que muita gente”. Balela.

Querer mais realmente não é certo, mas também não é errado. É querer. Desejo. Vontade. Pura e simplesmente. Sem demônios, sem anjos. É querer.

Nem todos nascem para ser budistas.

Sou mais um comum indefinido, mais um cheio de dúvidas e sem respostas.

Ou pior.
Com respostas e sem coragem.

Onde está a motivação? O que faz alguém ir em frente? O que provoca as mudanças?

Você não acha que poderia ser melhor? Que merecia ser melhor?

“O que te impede?” – Essa é a pergunta, minha pergunta. Para mim, para você. Para todos.

O que te impede?

Sem esforço, foco e trabalho não existe evolução. Ah!, mas cansa tanto! E como é bom ficar na berlinda do comodismo e da preguiça. Ah, é.

É?
O que te motiva?
O que me motiva?

Dúvidas, respostas e mais dúvidas. Não existem mudanças. Só tristeza e dúvida.

E a vida continua, como se nada tivesse acontecido.

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May 12 2008

Eu me orgulho de ter mentido

Escrito por Willian em Política

 

Ainda sobre a Dilma Roussef.

Eu vi a reapresentação da sessão da Comissão de Infra-Estrutura, que ela havia participado. Ela teve um banquete servido pela oposição.

Ela é inteligente, isso não é questionável. Bem preparada também.

Entretanto, algumas coisas me deixaram alerta. Os senadores, oposição e situação, merecem estar onde estão pelos votos que conseguiram. Ainda assim, alguns são muito mal preparados. Voto não significa, necessariamente, capacidade e concisão de pensamento.

Não digo que são burros, são mal preparados mesmo. O caso do Agripino foi um exemplo tosco e muito mais importante que qualquer outro que eu pudesse citar. Fico com esse exemplo, mesmo que desgastado.

O problema nem foi a grande sacada que ele tentou dar, chamá-la de mentirosa. O ponto todo é saber que a oposição (e quem sabe, a situação também) não tem problema nenhum em enfiar o dedo na ferida ainda aberta da ditadura, só para tentar desbancar um debatedor competente.

Não é o caso de se falar em dossiê, em cuecas e malas de dinheiro. Não é preciso lembrar que carecas, jornalistas peladonas e cabeludos já passaram pelas comissões.

O que é preciso saber é que se a política não tem mais como evoluir, se é que evoluiu, bater em um passado engasgado e doloroso, pode ser a solução. Uma solução suicida, mas que é adotada sem reservas.

A oposição se deu mal, porque a ministra saiu magistralmente do acontecido.

O que seria legal é se todos os políticos percebessem que nem sempre bater em cachorro que parece morto é inteligente. Ele pode te morder.

Sem respostas ainda

May 06 2008

Tempos virão…

Escrito por Willian em Pergaminhos

Já dizia a sabedoria popular, nada está tão ruim que não possa piorar.

 

When the senses are shaken, and the soul is driven to madness,
Who can stand?

When the souls of the oppressed fight in the troubled air that rages,
Who can stand?

 

Tempos virão, melhores para uns, piores para outros.

E nem vai ser o apocalipse ainda.

Sem respostas ainda

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