Nov 29 2007

O que é Felicidade? - Filosofando

Escrito por Willian em Amenidades

O que é  felicidade?

Conceitualmente, é estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar; boa fortuna; sorte.

Ora, se é um estado, não pode ser constante, certo?

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Oct 22 2007

Amor? Sexo? [2]

Escrito por Willian em Amenidades

 

Aconteceu!

 

Mais um conto de fadas que vai pro beleléu.

Não foi igual ao da Cicarelli, mas não era de se esperar nada muito diferente disso, afinal, ela tinha 82 anos.

Como eu já disse, enquanto alguns compram sorte, outros compram escolha.

Agora, e o fidalgo? 24 anos, dinheiro sobrando e uma tristeza sem fim.

Muitas chicas devem desejar consolá-lo.

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Oct 14 2007

Memórias de uma Gueixa

Escrito por Willian em Amenidades

 

Sou impressionado pela cultura japonesa.

Eu a considero uma das mais exóticas e interessantes do mundo, pois além do tradicionalismo, eles possuem uma adaptabilidade fenomenal. Os sushis, sashimis e sakês são uma graça divina à parte. Show!

Acabo de ler o livro de Arthur GoldenMemórias de uma Gueixa e estou satisfeito com a leitura. Agradável, leve e mostra muito mais coisas do que o olho comum consegue enxergar. Nuances que valem a pena procurar.

Sei que o livro já tem bastante tempo e que o filme também não é dos mais novos. Entretanto, embora tenha sido escrito por um ocidental e seja uma obra de ficção, a pesquisa se mostra bem feita e alguns dos costumes perduram até hoje. Realmente, um livro interessante.

Aproveitei, e assisti ao filme também. Como era de se esperar, o filme deixa a desejar em relação ao livro. Particularmente, acredito que as descrições do livro foram mal utilizadas e que a licença poética* do cinema estragou o que poderia ser ainda melhor. No filme um importante personagem maneta tem as duas mãos! Poutz!

Hatsumomo, no filme, é uma pessoa ruim; já no livro, ela é o diabo. As armações, traições, desafetos, todos foram subutilizados no filme. Mas também, querer que um livro de quase 500 páginas seja fidedignamente retratado em um filme de pouco mais de uma hora e meia, é esperar o que não irá acontecer. Por isso chamam de ‘obra baseada’. Há de se entender.

De qualquer forma, para quem gosta de cultura japonesa valem à pena, tanto o filme quanto o livro. A atuação de Ken Watanabe é muito próxima do que O Presidente faz no livro e não deixa muito a dever; destaque merecido.

Aproveite e, quando não tiver nada para fazer, pelo menos assista ao filme. É melhor do que a novela, garanto.


* - Desculpa esfarrapada para fazer o que bem entender e estragar a obra original

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Oct 12 2007

Crianças

Escrito por Willian em Amenidades

 

Pense nas crianças mudas, telepáticas
Pense nas meninas cegas inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálidas
Mas, só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima,
a rosa hereditária
A rosa radioativa, estúpida inválida
A rosa com cirrose e a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada.

(Secos e Molhados - Rosa de Hiroshima)

A criança, leiga em sua existência, não faz idéia das atrocidades que ainda irá cometer.

Assim como uma rosa, a criança, em sua juventude, não tem consciência dos espinhos que ela terá quando crescer.

Um Feliz dia das crianças, se for possível.

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Sep 27 2007

Amor? Sexo?

Escrito por Willian em Pergaminhos

Eu acredito no amor.

Amo o amor!

Chamem-me de inocente, bobo alegre, marciano ou simplesmente humano.

Sei que alguns amores são difíceis de acreditar. Pode ser uma mentalidade tacanha, inhenta, mas não é fácil você engolir o caso do jovem bem apanhado de 24 anos casando com a bela quase-mãe coroa de 82 anos.

É um pensamento que corrói as pessoas. Ela 82 anos? Ele 24?

Conceitualmente não existe nada que possa justificar esse pensamento estúpido, nada além do PRÉconceito. O amor em essência une dois seres humanos que se querem bem. Certo?

Nas 1001 noites, a mesma mulher fez com que o desejo de seu companheiro (modicamente o sultão, neste caso) permanecesse ativo por todas as 1001 noites. Para quem tem mais de 12 anos - ou talvez menos que isso - sabe que as 1001 noites não são histórias que foram contadas na forma Disney; leia-se: para ninar.

Eram histórias que tinham por objetivo também estimular o pensamento. Era um jogo de sedução. Uma caça, onde a Presa era o caçador.

Mas o interesse não era somente a sedução. Havia o entretenimento, o desejo de continuar ouvindo, apreciando. Isso de querer ficar junto. E, para Sherazade, o desejo de continuar viva. Seria isso amor? Auto-preservação? May be…

A leitura, assim como a escrita,  tem esse charme: ela conquista. A sedução é mais forte, interna. O estímulo não é somente visual, físico; ele transcende. Mas isso tudo está dentro de sua cabeça, lá dentro.

Mas e o tal Amor? Vai rolar?

Amor cada um tem o seu. Uns tem o que merecem, alguns tem o que desejam e outros não tem nada.

Está sem amor? Então vá procurar um!

Sexo você encontra fácil, amor não.

O que a sociedade te vende? Sexo? Amor?

Nestes tempos de fast-food o amor pode ser indigesto, mas será a função do sexo te encher ou te satisfazer?

Só existe um problema, Sexo é escolha… Amor é sorte.

Voltando ao fidalgo lá de cima, o que ele comprou foi sorte ou escolha?

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