Nov 25 2008

Conto de fadas moderno

Escrito por Willian em Amenidades

Não sei quem é o autor de fato, se ele aparecer, pronuncie-se! Achei aqui.

Conto de fadas moderno

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: N e m    f o d e n d o !
 

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Nov 13 2008

Cartão de crédito

Escrito por Willian em Amenidades

Só pode ser brincadeira.

Não são nem nove horas da manhã…

- Bom dia senhor

- Bom dia

- O senhor conhece nossa empresa? Gostaríamos de oferecer-lhe uma proposta muito interessante.

- Hmmm.

- O senhor está interessado em um cartão de crédito com as seguintes vantagens… (bla, bla, bla)

- Não, obrigado.

- Mas senhor, a vantagem é fenomenal. O senhor precisa aproveitá-la.

- Não, obrigado.

- Senhor, com este cartão o senhor poderá (bla, bla, bla)

- Não, obrigado.

- Entendo senhor, mas será que o senhor percebe que… (bla, bla, bla)

- Desculpe, eu não estou interessado.

- Tudo bem, senhor, mas o senhor não está entendendo! Somente esse cartão vai proporcionar (bla, bla, bla)

- Não, (pausa de 1 segundo e meio) Obrigado.

(silêncio)

(respiração forte do outro lado da linha) [impressão que alguma coisa foi arremessada na parede]

- Tudo bem senhor, a empresa (bla, bla, bla) agradece sua atenção. Tenha um bom dia.

- Click.

Sacanagem né?

Fala sério.

Isso não existe.

Ainda bem que isso tudo é só uma história… poderia ser real e, acreditem, bem pior.

:-)

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Oct 03 2008

Mais novidades

Escrito por Willian em Amenidades

Mais novidades.

Com isso de internet, cada dia encontramos coisas espetaculares.

Vou recomendar duas visitas muito importantes.

Ta aí do lado, para não esquecer.

A primeira recomendação é o site da Madame Livro, que além de muito bom - com matérias, blog, etc - tem ainda muita coisa para quem quer escrever um livro, já é escritor ou está procurando uma editora séria.

A outra recomendação é uma comunidade no ning, a Escritores do Brasil.  Uma comunidade de escritores, feita por escritores, para escritores e com escritores.

Ambos valem a visita.

Não percam!

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Sep 11 2008

ABIN, grampos e a legitimidade do serviço de inteligência

Escrito por Willian em Política

Tá, já deu.

O que está acontecendo com esse país?

Que palhaçada é essa, onde um banqueiro safado consegue encobrir as investigações e agir como se nada tivesse acontecido?

Um banqueiro que manda no país? Que muda o foco, de uma das melhores investigações realizadas pela Polícia Federal, de tal forma que o Estado é quem está no banco dos réus?

A Agência Brasileira de Inteligência – ABIN – é parte integrante do SisBIn – Sistema Brasileiro de Inteligência – que é responsável por, além de outras coisas, “ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional” (art. 1º- Lei 9.883/99).

Além disso, a ABIN, como órgão central do referido sistema, é quem coordena as ações dos integrantes para verificar, através da inteligência e contra-inteligência, os riscos para o país, ou seja, segundo a lei citada: “terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência do País”.

A mesma lei define inteligência da seguinte forma: “entende-se como inteligência a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado.” (grifo meu)

Certo, introdução feita, vamos a algumas constatações.

A CIA (Central Intelligence Agency), uma das muitas organizações da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, é conhecida por sua ação, DENTRO E FORA, do seu país sede, atendendo aos interesses nacionais onde forem necessários e da maneira que for mais conveniente aos interesses nacionais e da sociedade que protege. (http://en.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency)

O MOSSAD (serviço de inteligência de Israel), em 1960, veio até a argentina para: análise, vigilância, busca e apreensão de um dos maiores nazistas da história, um criminoso de guerra que atentou contra a vida dos judeus – Adolf Eichmann – e o levou para julgamento perante um tribunal israelense – desempenhando o seu papel enquanto Agência de Inteligência.

É de conhecimento público que o MOSSAD também fez várias outras operações em outros países da Europa, América do Norte e Ásia. (http://en.wikipedia.org/wiki/Mossad)

Além dessas organizações, vários outros países possuem órgãos de inteligência para zelar por seus interesses. Uma pequena lista encontrada online, no site da Wikipédia, pode ser vista aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_intelligence_agencies

Exposto isso, vamos agora ponderar sobre alguns pontos.

A ABIN, enquanto Agência de Inteligência, deve preservar pela soberania nacional e pela manutenção do Estado de Direito. Mas como isso é feito, na prática?

Através da análise de informações, da coleta de dados, do cruzamento e  compartilhamento, até onde for interessante, com agências de inteligência de outros países, de informações que sejam inerentes aos riscos determinados e levantados.

Não é natural que uma agência de inteligência não possa exercer o seu objetivo institucional. Ela sempre é criada com a intenção da defesa nacional.

Agora vamos evoluir um pouco o foco.

Essa bandalheira perpetrada por Daniel Dantas é espalhafatosamente nojenta. Uma investigação realizada pelo Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, ao cabo de quatro anos, conseguiu prender um dos maiores pilantras do sistema financeiro nacional.

Um empresário absolutamente desavergonhado, que cresceu à margem da utilização das concessões públicas e de contratos duvidosos, que sofreu processo de quebra de sigilo telefônico baseado completamente na legalidade (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=604) e que agora quer desestabilizar a nação através da manipulação velada, direta e indireta, dos poderes da República Federativa do Brasil.

É de se envergonhar morar em um país que, quando sua polícia judiciária trabalha avidamente no combate aos opositores do Estado de Direito, é rechaçada pelo congresso nacional, sendo tratada como criança levada, que fez algo indevido.

E a ABIN?

Meu bom leitor, a ABIN entrou na culatra de toda a (suposta e inventada) “crise”.

Ela deveria já, há muito, ter a prescrição legal de realizar as medidas que fossem necessárias para o provimento, manutenção e estabilidade da ordem nacional.

Sim, grampos são necessários e deveriam ter feito parte das atribuições/possibilidades da ABIN desde sua concepção, mas não só isso. As atribuições são claras, ela deve ter possibilidade de fazer com que a Soberania Nacional seja sempre do Brasil, sem correr o risco de que uma pessoa, organização ou empresa possa desestabilizar a ordem nacional.

Mas porque grampear Daniel Dantas?

Porque ele possui poder político e financeiro suficiente para desestabilizar a economia e a parcimônia social do país. Ele é um risco para a manutenção, desenvolvimento e crescimento do país.

Não somente ele, mas todos os empresários, especuladores, lobistas e políticos que prezam sua manutenção no poder em detrimento do bem público e social.

Daniel Dantas me enoja, Gilmar Mendes me enoja, o Nelson Jobim me enoja.

Como brasileiro, não consigo conceber que o presidente de uma CPI de grampos (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=607) desacate o diretor de uma Agência de Inteligência que presa pela prestação da proteção aos interesses nacionais, tampouco pelo circo formado para culpar o investigador, ao invés do investigado (http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8871).

Enquanto a sociedade civil, o ministério público, as polícias e algumas parcelas do legislativo se movem para tentar demonstrar, além de apoio, a necessidade da volta do Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, para o caso da operação Satiagraha (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=614), o banqueiro Daniel Dantas continua com trânsito livre, através das suas “facilidades”, para o desempenho de qualquer atividade que lhe convier.

Não é aceitável que o Brasil suporte isso, passamos da ditadura militar para a ditadura financeira? O povo deixou de ser refém de um Estado Militar para ser refém de um grupo financeiro?

Não dá para ser assim, não pode ser assim.

O Brasil tem que melhorar, e lugar de criminoso é na cadeia, mesmo que ele tenha seis bilhões de dólares em patrimônio.

Falando nisso, disso tudo de grampo, ainda não mostraram o tal áudio da conversa entre o Senador Demóstenes Torres e o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes.

Sei que é coro nacional, mas me junto.

Cadê o áudio?

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Jul 18 2008

E a Polícia Federal morreu… Satiagraha

Escrito por Willian em Política

Eu não queria falar sobre esse negócio todo da Satiagraha – por uma questão pessoal – mas não vejo outra forma. Acho que tem besteira demais sendo falada por todos os lados.

Estão todos muito preocupados com o delegado, se ele disse isso, se fez aquilo, se não vai participar mais da investigação, se vai fazer festa de fim de ano, se vai ter árvore de natal, essas coisas.

Importância nacional, sem dúvida.

Mas veja só, o Gilmar Mendes, ministro presidente do STF, concedeu os dois Habeas Corpus para o Daniel Dantas, isso é fato. Aconteceu.

Claro que eu sou leigo, afinal, como eu – que não entendo nada de Direito ou do processo judiciário nacional – posso condenar que um cidadão, tão importante quanto qualquer brasileiro, consegue impetrar recurso diretamente na última instância do poder judiciário e sumariamente ignora todo o trajeto que qualquer outro brasileiro iria enfrentar. Afinal, ele é tão importante quanto qualquer brasileiro, não é?

Se todos são iguais perante a lei (CF - Art. 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” – grifo meu), então o Dantas é tão importante quanto qualquer um, logo – espera-se – que ele tenha que seguir o mesmo trâmite em processos judiciais que qualquer outro cidadão. Certo? Certo? Errado.

Dantas tem “facilidades”. O problema é a primeira instância. De Sanctis. De fato.

Todo regra, todo escopo, todo mentira, todo torto. Esse é o processo judicial brasileiro.

Mas o presidente – do Brasil, não do STF – acha que o delegado tem que se explicar, e diz isso pra nação, e depois a PF, instituição de proteção e investigação da república, divulga trechos da conversa, que o Queiroz quis sair, essas coisas. Claro, ele quis sim. Tanto quis, que questionou a fita.

Adultério. Adulterado. Tudo diferente do combinado.

E você duvida que os advogados do Dantas já não tiveram acesso ao processo? Porque ele continua calado? Porque não vendem Gol novo, na cor laranja? Laranja é algo tão comum hoje em dia…

Porque a imprensa está tão preocupada com o delgado delegado designado?

O foco é o Dantas, mas isso não parece importante.

O foco é a “BrOi”, o Opportunity. 1 bilhão de doletas. É isso.

Mas não, melhor pensar no cisma do judiciário. Davi x Golias. De Sanctis x Mendes. E não é que, ao que parece, o Davi ganhou de novo?

Mais de quatrocentas autoridades em ato de desagravo.

Morro de orgulho da Polícia Federal, mas o STF deixou a desejar.

Mas e o Dantas?

Por enquanto está tomando Clicquot Veuve, em uma de suas coberturas. Daqui um tempo ele vai tomar caipirinha, em ROMA.

 

 

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