Nov 06 2008

O mundo precisa de mais magia

Escrito por Willian em Amenidades, Pergaminhos

Eu acabo de assistir As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian. É, um pouco atrasado, eu sei… Mas, ao assistir o filme – que nem é a oitava maravilha do mundo, mas é bem assistível – eu me dei conta de uma coisa.

O mundo precisa de mais magia.

As pessoas precisam de mais magia.

Alguns filmes como 007, ou Missão Impossível podem nos dar uma grande dose de adrenalina; outros como a Sociedade dos Poetas Mortos, Sexto Sentido ou mesmo A Casa do Lago, nos dão outra visão sobre temas que são bem cotidianos, como a morte e o amor, por exemplo.

Tem também os filmes de comédia, para todos os gostos.

Mas a diferença do primeiro filme para os outros é pequena e uma só: o universo mágico é algo fácil de acreditar.

Quando crianças, todos já sonharam com castelos, reinados, naves espaciais ou amigos imaginários; crescemos, mudamos os sonhos.

A gigantesca maioria acaba por se esquecer do poder de sonhar; não o sonho material, mas o lúdico e belo [infantil se preferir]. O sonho que te faz viver em outro mundo, em outra existência.

Esse sonho pode ainda ser vivido através de belos filmes como O Senhor dos Anéis ou Harry Potter, além de mais um milhão de títulos em livros. Basta procurar.

A magia está não somente na fábula em si, mas nos valores que elas expressam. A coragem, amizade, perdão, bravura e retidão de caráter são modelos a serem admirados e – pasme você – seguidos.

É claro que vão existir problemas, eles sempre existem! Ainda assim, mudar é necessário.

Mas não é uma falsa vontade de fazer o que é moral e socialmente correto que trás a mudança.

É muito diferente você dizer obrigado para alguém que abriu uma porta para você passar e dizer obrigado ao estranho que te ajudou a fugir do Pântano das Lágrimas Eternas. Não é o mesmo obrigado, não se engane.

O primeiro é formal, o segundo genuíno.

A magia existe em transformar, através de uma atitude positiva, nossos maneirismos sociais mecânicos em sentimentos verdadeiros, respeitáveis e sinceros. É o brilho no olhar.

Seria legal se pudéssemos voar em grifos, lutar com dragões ou lançar poderosas magias eternas; mas seria ainda mais legal se conseguíssemos olhar o mundo com um olhar genuíno, verdadeiro e sincero.

É claro que sempre vão existir os piadistas, os escarnecedores e os pessimistas. Fazer o quê? Eles também existem nos mundos mágicos. E nem por isso a magia diminui ou cessam as aventuras.

A sua história começa com a sua mudança. Dê uma chance a magia.

Ela é mais real do que você acredita; está tudo dentro de você.

Basta pensar que ela acontece.

Pense nisso. Tente!

 

Que a Sua Vida se encha de Magia!

 

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Oct 23 2008

Dragões de Éter, Raphael Draccon e uma agradável surpresa

Escrito por Willian em Pergaminhos

Raphael Draccon não é um gênio; não é Shakespeare ou Goethe. Também não é Cervantes, ou sequer Saramago.
Ainda…
Talvez um dia seja; talvez nunca.
O que digo, e digo por que sei, é que – apesar de ter apenas um romance épico publicado – ele é hoje um dos melhores (senão o melhor) escritor de literatura épica fantástica nacional.
Acabo de ler Dragões de Éter e o resultado foi muito melhor do que eu esperava. Comecei com aquela de “prestigiar o autor nacional” e etc. Me impressionei, para o bem, é claro.
 Mais do que Cassaro (em seus tempos de Dragão Brasil e/ou Tormenta), Raphael Draccon fez justiça a um gênero pouco cultivado por aqui e, normalmente, ignorado pela crítica. Sua obra é leve, cômica, romântica e, algumas vezes, chata.
Mas, entenda, não é chata no sentido de não chamar a atenção, muito pelo contrário. Eu a classifico assim pelos momentos em que você (leitor) quer matá-lo (narrador), para ver se a estória continua logo.
Capítulos curtos, fáceis de ler, vocabulário natural, tornam a leitura agradável e, volto a frisar, leve.
Existem, é claro, referências que nem todos conseguirão entender, como o nome de algumas personagens e a rixa natural entre anões e trolls (coisa de D&D); entretanto, na maioria dos casos, ele consegue explicar o suficiente – sem ser piegas ou enrolado.
As personagens, apesar de não serem extremamente profundas, são construídas com uma combinação de arquétipos que, como diria Joseph Campbell, toca o inconsciente coletivo. Logo, gostar das personagens – ou odiá-las – é um efeito natural, esperado e muito, muito agradável.
Em breve chega o próximo livro do mesmo universo, espero que o nível se mantenha (ou, melhore!).
Existe também um conto no seu blog, recomendo a leitura (para os meus fiéis 3 leitores… hehehe). É sobre uma história bem conhecida, falando sobre uma parte que a maioria nunca sequer pensou considerar. O nome é Bonecos de Pano.
O melhor livro de ficção fantástica nacional que eu já li – repito.
E, talvez, um dos melhores livros nacionais da atualidade.
Parabéns autor.

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Mar 13 2008

Relações humanas

Escrito por Willian em Amenidades, Pergaminhos

As relações humanas sempre me impressionaram.

Todo mundo, mesmo aquelas pessoas que você não é capaz de acreditar, vivem em relações sociais freqüentes. E, algumas dessas relações, são no mínimo interessantes.

Não que isso valha um Oscar ou um Nobel. Claro que não. Talvez nem seja algo interessante de ser notado. Mas olhe por outro lado agora. Mude a ótica da observação. Talvez você veja o que eu vejo, talvez veja mais.

Lembra das festas de fim de ano? Natal? Ano Novo? Qual o propósito? Não é fato que durante a maioria do tempo, durante o ano, as pessoas se pegam, digladiam, falam mal, traem, lutam, etc.? Aí quando chega a festa (seja ela qual for) fica aquele clima de “tudo bem”. Uau!

Não digo que deva ser diferente disso. Acredito que, em maior ou menor grau, a sociedade [sentido amplo] nos obriga a essas relações. Afinal, o que se há de fazer? Pegar uma clava e sair batendo na cabeça das pessoas? É uma idéia divertida, mas não é funcional.

Não dá pra ser diferente. Ainda mais do tipo f0d@-se, sabe? Daquele jeito “não gosto, não convivo”. Nem sempre dá pra ser assim. Pensando melhor, talvez até dê; mas ia ser algo meio eremita, meio sábio da montanha. Clausura.

Mas a falsidade também é algo tão sui generis, tão única, que me espanta. Pessoas que não se suportam, conversando respeitosamente, até civilizadamente, veja só. Algo novo? Com certeza não. Inusitado? Também não creio que seja isso. Interessante? Sim, sem dúvida. Pelo menos pra mim.

Diferentemente da Regina Duarte, eu não tenho medo. Porque ela tem medo [de tudo].

Talvez eu esteja perdido nisso tudo, talvez minha ótica esteja errada; mas em uma situação dessas, no meio dessa banda toda, eu observo. E quando observo, eu aprendo.

Algumas coisas, decididamente, me enojam.

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