May 15 2008
Biografia de um Zé Ninguém. (Podia ser você!)
Um mundo onde não fosse julgado pelo que produzo, ou pelo que tenho. Um mundo onde o que eu sou fosse suficiente. Um mundo onírico, rico e verdadeiro. Um sonho.
Encontrei um mundo que exige esforço, que existe hoje e exige uma posição.
Fiquei em cima do muro, como muitos. Por opção.
No começo foi bom, vi os dois lados. Acompanhei as mudanças que aconteciam e não tive que tomar partido em nada. Aprendi.
Fiquei em dúvida e achei que meus sonhos fossem realmente o que eu queria. Quais são os seus sonhos? Quem é você?
Queria um castelo, um carro importado, um apartamento e uma pizza de bacon.
Queria ser diplomata, juiz, agente secreto, policial, piloto, promotor e empresário. Queria ser Chef, queria saber cultivar uma planta. Queria dirigir um F-1. Queria ser Rei, príncipe e valete. Saber de música, tocar um violino como a voz de um anjo e um violão como o Jack Jhonson.
Queria falar Japonês, Alemão, Francês, Russo, Latim, Italiano e Esperanto. Isso porque eu nem sei se Esperando se “Fala”. Ainda assim, queria.
Entender de vinhos e queijos, de livros e bocejos. Ler a língua das estrelas, escrever na areia e ver a alma das pessoas. Queria saber que o amanhã sempre é melhor. Será que é?
Claro que a culpa foi minha, eu me acomodei, me acostumei, achei que estava bom.
Quem já não pensou que o que tinha era suficiente, que esse desejo de mais era pernicioso? “Ah! Desse jeito está bom. Tô melhor que muita gente”. Balela.
Querer mais realmente não é certo, mas também não é errado. É querer. Desejo. Vontade. Pura e simplesmente. Sem demônios, sem anjos. É querer.
Nem todos nascem para ser budistas.
Sou mais um comum indefinido, mais um cheio de dúvidas e sem respostas.
Onde está a motivação? O que faz alguém ir em frente? O que provoca as mudanças?
Você não acha que poderia ser melhor? Que merecia ser melhor?
“O que te impede?” – Essa é a pergunta, minha pergunta. Para mim, para você. Para todos.
Sem esforço, foco e trabalho não existe evolução. Ah!, mas cansa tanto! E como é bom ficar na berlinda do comodismo e da preguiça. Ah, é.
Dúvidas, respostas e mais dúvidas. Não existem mudanças. Só tristeza e dúvida.
E a vida continua, como se nada tivesse acontecido.

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