Feb 14 2008

Miss Sarajevo

Escrito por Willian em Amenidades

 

Dici che il fiume
Trova la via al mare
E come il fiume
Giungerai a me
Oltre i confini
E le terre assetate
Dici che come fiume
Come fiume…
L’amore giungerà
L’amore…
E non so più pregare
E nell’amore non so più sperare
E quell’amore non so più aspettare

U2

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Jan 01 2008

A menina que roubava livros

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

Permita-me apresentar-lhe uma pessoa muito especial, seu nome é Liesel Meminger. Ela é uma ladra. Ainda assim, é uma pessoa afortunada. Sofreu como ninguém, como eu e você sofremos. Entre 1939 e 1943 ela encontrou com a Morte três vezes. Saiu viva de todas.

Contou sua história e, quem diria, a Morte recontou para nós.

Assim é no livro A menina que roubava livros.

A história segue um ritmo devagar, mas cativante. Daquelas que o autor parece te pegar pela mão e te levar para dentro do quadro. Nada lhe é simplesmente jogado. Tudo corre bem. O desenrolar é solto, devagar.

O fim do livro não é um mistério, é o esperado. Inclusive, a própria Morte te conta o fim antes do fim. Apesar de parecer estranho, funcionou. O fim não perdeu o interesse e, sejamos francos, não é o fim em si.

A personagem principal encanta por ser humana. Tem sentimentos que remete a quem já foi jovem, a quem já sonhou, já lutou, já teve uma espécie de obsessão.

O livro é de emocionar. Se você se envolve na leitura, as últimas páginas são aquelas que você vira mais lentamente. Mesmo querendo saber como termina.

O sabor do fim do livro é estranho. Me lembrou um pouco minha re-leitura de “O pequeno príncipe”.

O livro fala de amor, de fé, de esperança, de riso. E, como bom livro, também fala das antíteses. Fala do ódio, da descrença, do desespero e do choro.

Não me espanta que tenha sido um sucesso. Acredito que uma parte da fórmula do sucesso está nesse livro. O comprometimento do leitor.

Quando o leitor se integra ao livro, passa a ser um com os sentimentos vivenciados pela personagem, então isso acontece. É a mágica da coisa.

Neste livro, especificamente, você se encanta com as peripécias e com os erros dos jovens adolescentes. Sofre com a Sacudidora de Palavras, espera pelo Vigiador, e ri bastante com as Saumensch e Saukerl indo e vindo. A roubadora cativa. Quem lê entende.

Mais uma recomendação. Terminei ano passado, mas vale como leitura de começo de ano.

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Dec 12 2007

Texto Novo!

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

Pessoal,
 

Deixei um texto meu online, quem quiser ler o endereço é:

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Nov 23 2007

Mudança ortográfica da língua portuguesa

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

A língua portuguesa vai mudar.

Como tudo nessa vida, aliás.

Para quem não está inteirado do assunto, em 2008 a ortografia de várias palavras será alterada, devido a um acordo feito entre os países de língua portuguesa. Neste acordo, as diferenças na escrita devem deixar de existir, enquanto as características “faladas” permanecerão. Certo, sei.

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Oct 31 2007

Literatura

Escrito por Willian em Pergaminhos

 

Nestes últimos dias, escrevi sobre muita coisa.

Citei os mesmos exemplos várias vezes.

Algumas pessoas me perguntaram se tenho algo contra Bruna Surfistinha. Não tenho. Acredito que foi uma oportunidade que surgiu e que, em minha opinião, foi muito bem aproveitada.

A vida é assim, te dá algumas chances. Você tem que aproveitar ou vai ficar chorando as pitangas depois.

Mas hoje, acho importante deixar clara uma posição que tenho.

Sou a favor da leitura. É isso. Ponto. Just like that. Tutto Finito.

Sei que é algo simples de digerir, mas vou me alongar um pouco.

Leitura de quê? Literatura.

E o que é literatura?

Do Houaiss: conjunto das obras científicas, filosóficas etc., sobre um determinado assunto, matéria ou questão; bibliografia

Ou seja, TUDO é literatura. Tudo é passível de ser lido. Desde a bula de remédio até aquela revista de fofoca.

Claro que existem gostos diferentes, logo, literaturas diferentes para atender a esses “gostos”. Legal, leia o que você gosta. Nada mais justo.

Tem gente que recrimina o Paulo Coelho. Dizem que ele é escapista, cheio de marchant, só escreve auto-ajuda, comprou a cadeira na ABL, fez pacto com o Cão, vende balinhas num “farol” de Copacabana e na madrugada carioca é conhecido como Paulete Boca-de-Fogo. Putz! Oh povo invejoso, caraca!

Deixa o cara! Ele é sucesso absoluto no Brasil e no Exterior. Vende pacas como autor.

A vida dele é a vida DELE.

Não gosta? Não leia! Expresse sua opinião! Xingue! Faça lobby contra (eu sei que você já faz!), mas SE a pessoa quiser ler, bah, aquiete-se! Deixe estar! Lembra do “cada um, cada um”? Não se pode ganhar todas, acostume-se…

Você ia gostar que lhe recriminassem por ler Nietzsche e lhe “evangelizassem” para ler Witch? E se for o contrário? Você lá, lendo sua Marie Claire/Quatro Rodas e vem um infeliz dizendo que você tem que ler Aristóteles, o que você acha?

Tá vendo? É chato pra caramba quando vem um João-sem-noção e começa a te encher o saco. Daí que o cara tá certo em querer te passar uma coisa que ele gostou, mas chega uma hora que cansa, né?

Nessa hora, com a delicadeza de um tecido de seda, ou com a sutileza de um rinoceronte, é hora de dizer pra pessoa que “já deu”. Chega de encher a paciência.

Agora, e se você for o João-sem-noção? E se você for o chato que nunca fica quieto?

Pense nisso.

Como diz um colega meu, em um país como o Brasil, só de estar lendo já é muita coisa. Quando a leitura for um hábito mais comum, aí muda-se o foco da discussão.

Um muro se constrói pela base.

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