Nov 06 2007

Caso Suzane Richthofen - Continuando a falácia

Escrito por Willian em Amenidades

Na luta pela sobrevivência, o ser humano é capaz de muita coisa.

Mata, engana, finge, mente e… pede indenização.

Suzane Richthofen é, mais uma vez, notícia. Através do seu advogado ela, Suzane Richthofen, entra com outra ação no STF pleiteando um hábeas corpus para livrá-la de cumprir a pena a que foi condenada, aguardando, assim, o resultado de todos os recursos, EM TODAS AS INSTÂNCIAS, em liberdade.

Acreditam? Pois é verdade, você pode conferir.

Vocês tem a mínima noção do que isso significa?

Deixar uma assassina a mais por aí, solta. Livre. Rir da cara da justiça.

Tudo bem que é divertido ver a atuação dela, se você acompanhar o caso através dos acontecimentos. Desde a falácia que aconteceu no Fantástico, ela tem certa facilidade de aparecer na mídia.

Vai presa, sai solta, volta presa, torna a sair, chora, reclama, protesta, desiste da herança, volta atrás, quer administrar melhor o legado dos pais que matou. Suzane Richthofen é atriz, merece um Oscar, sem dúvida. Ou pelo menos um Prêmio Jabuti, com o livro que deve escrever quando sair da cadeia. O que, se depender do advogado dela, não deve demorar muito.

O pedido é baseado em um voto do ministro Marco Aurélio de Melo – o famoso ministro “voto vencido” – em um pedido anterior. Apesar de já ter visto algumas coisas legais que ele falou na TV Justiça; acredito que o voto, como favorável, no parecer anterior do hábeas corpus de Suzane Richthofen é um equívoco sem precedentes.

O ponto é, mesmo que o Papa perdoasse a Suzane Richthofen, ela ainda teria a dívida com a sociedade Brasileira.

Sem respostas ainda

Oct 05 2007

Polícia para quem precisa

Escrito por Willian em Política

 

Quase não acreditei quando eu li, mas era coisa séria.

A polícia já não protege, executa.

Se é necessária a intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil, em uma solicitação ao Procurador Geral da República, para que alguma atitude seja tomada, tem alguma coisa muito errada.

Não foi o primeiro caso que aconteceu. Na verdade, existem muitos outros casos.

Casos no Rio. Casos em São Paulo. Casos em todo lugar.

Não é difícil imaginar o motivo, certo? A impunidade.

Sou a favor da incisiva repressão ao crime e, acredito eu, muita coisa de nosso sistema penal/judiciário está incorreta. É necessária uma revisão em todos os aspectos, do processo penal à pena em si.

A progressão de pena é algo que merece uma discussão muito maior.

Reclamaram que o filme Tropa de Elite retrata de uma forma errada a ação da polícia. A própria policia tentou assistir ao filme na pré-estréia, só para ter certeza sabe.

Se o filme retrata ou não a realidade, é alvo para outra discussão. Ainda assim, não é obrigação da Polícia sair atirando para todo lado. É claro que tem que se defender, mas matar uma senhora de 59 anos, por causa de uma arma?

Pode ser simplista da minha parte, o caso deve ser mais complexo que isso.

O que não engulo é que os responsáveis pelas forças de repressão não fazem xongas para, sequer, informar o que acontece depois que “o processo foi instaurado”.

Ora, é acobertamento! A proteção da instituição, segurando a barra dos seus afilidados.

O mote “é bandido mesmo, tem que morrer” é uma desculpa para o descontrole. Seguros pelo paternalismo institucional, a polícia se sente solta para fazer o que quizer.

Não tiro o mérito que existe nas forças policiais ou no trabalho que desempenham. Não se trata de elogiar o óbvio. Isso é o trabalho da polícia, ela é PAGA pra isso. Tem mais é que fazer sua obrigação, e fazer corretamente.

Não é que a polícia não deva fazer o que necessita, existe o caso em que a truculência PRECISA ser utilizada. Mas, toda hora? Não é exagero?

Sem o envolvimento real de quem faz diferença, essas atrocidades vão continuar. Com a situação dessa forma, vamos pedir auxílio e proteção para quem? Pros bandidos?

Sem respostas ainda