May 12 2008

Eu me orgulho de ter mentido

Escrito por Willian em Política

 

Ainda sobre a Dilma Roussef.

Eu vi a reapresentação da sessão da Comissão de Infra-Estrutura, que ela havia participado. Ela teve um banquete servido pela oposição.

Ela é inteligente, isso não é questionável. Bem preparada também.

Entretanto, algumas coisas me deixaram alerta. Os senadores, oposição e situação, merecem estar onde estão pelos votos que conseguiram. Ainda assim, alguns são muito mal preparados. Voto não significa, necessariamente, capacidade e concisão de pensamento.

Não digo que são burros, são mal preparados mesmo. O caso do Agripino foi um exemplo tosco e muito mais importante que qualquer outro que eu pudesse citar. Fico com esse exemplo, mesmo que desgastado.

O problema nem foi a grande sacada que ele tentou dar, chamá-la de mentirosa. O ponto todo é saber que a oposição (e quem sabe, a situação também) não tem problema nenhum em enfiar o dedo na ferida ainda aberta da ditadura, só para tentar desbancar um debatedor competente.

Não é o caso de se falar em dossiê, em cuecas e malas de dinheiro. Não é preciso lembrar que carecas, jornalistas peladonas e cabeludos já passaram pelas comissões.

O que é preciso saber é que se a política não tem mais como evoluir, se é que evoluiu, bater em um passado engasgado e doloroso, pode ser a solução. Uma solução suicida, mas que é adotada sem reservas.

A oposição se deu mal, porque a ministra saiu magistralmente do acontecido.

O que seria legal é se todos os políticos percebessem que nem sempre bater em cachorro que parece morto é inteligente. Ele pode te morder.

Sem respostas ainda

Dec 31 2007

Retrospectiva 2007

Escrito por Willian em Amenidades

O ano começou como outro qualquer.

Perspectivas, desejos, sonhos. O blá, blá, blá normal. O esperado.

Estava empregado, não era bom. Também não era ruim.

Era um emprego como outro qualquer, um cara trabalhando e sendo pago. Resolvendo problemas e reclamando. Naturalmente humano. Normalidade absoluta.

As coisas passam. As situações vão seguindo o curso natural da vida.

Comprei, vendi. Tentei vender, venderei. Comprarei? Já comprei! Meu reflexo é a minha sombra. O desespero é apenas superficial. O comodismo é o que acrescenta.

No decorrer da via crucis anual eu perdi amigos. Perdi colegas. Ganhei outros colegas. Talvez tenha até ganhado amigos, quem sabe, não é?

Mas se eu perdi, então não eram amigos, eram? Eu não sei. - “Amigos de verdade são poucos…” - E para mim é impressionante o tanto de coisas que eu me vejo sem saber. Algumas vezes me pergunto se eu sei alguma coisa. Quisera eu que fosse humildade, é só dúvida mesmo. Sei que alguns amigos permaneceram. Sou grato por isso.

E as pessoas que se aproximam para aproveitar a situação? Aquelas que te procuram quando precisam e não se lembram de você até precisarem novamente? Esse ano teve demais! Sou mais um no número crescente de pessoas que passam por essa situação. Todos querem alguma coisa.

Essencialmente, eu creio, o Ser Humano é egoísta. Não seria o caso de deixar isso de lado então? De ignorar um pouco a forma tosca e enfadonha como as pessoas tentam tirar proveito e acreditar na miragem (criada por nós mesmos) de que algumas pessoas ainda são legais? Mas o que é a amizade senão auxiliar os outros quando podemos, e ter o payback se necessário? Se é assim, não passa de comércio. Tem que ser mais do que isso.

“Para o monte, onde muito é tirado e nada é acrescentado, futuro não existirá.” – Eu fazendo provérbios novamente. Ou reinventando. Reinventar é fascinante.

Acabei mudando de emprego. Algo diferente, meio igual, mas diferente. Algo almejado, mas não esperado. Uma benção sem dúvida, mas qual o tamanho dela? Tem uma história que fala de benção e maldição. É grande e não convêm contá-la agora. Mas foi uma benção, isso que importa.

Vi a mesma história várias vezes. Reinventada. Todas iguais e diferentes ao mesmo tempo. Eu até escrevi algumas. Isso foi bom. Escrever. Um exercício que deveria ter começado muito tempo atrás. Até a língua portuguesa mudou esse ano, uau! Muita coisa mudou. Sempre muda, não é?

Tive a honra de conhecer várias personas esse ano. Algumas, à primeira vista, pareciam conhecidas – aprendi mais sobre elas. Descobri que não as conhecia tanto assim. Dante, Harry, Sandman, uma bruxa que era mais sábia do que percebia, Alanna the Lioness e mais outras formas de mito - entre elas, uma menina adorável. Conheci na leitura, claro.

Percebia a alma mudando, sendo burilada, estudada, criada. Fascinante, se é que ouso classificar o processo todo de alguma forma.

Conheci pessoas que tinham os mesmos interesses, enquanto outras tinham interesses absolutamente diferentes. Por incrível que pareça, foi tão divertido ver que alguns, nem interesses tinham. Viviam pelo amanhã, lembrando do ontem. Esqueciam completamente do hoje. Do agora. Sonhando. Aliás, sonhando não. Fantasiando.

Fantasiei também. Várias vezes. Tive meus sonhos de menino grande, sorri enquanto minhas lágrimas escorriam. Minha carne jorrou sangue, enquanto fechei os olhos. Mas estava vendo o mundo de forma diferente, isso foi algo que nunca pensei seriamente que fosse acontecer.

Vi que alguns hobbies são divertidos, mas demoram. Outros são muito legais, mas são caros. Aprendi algumas coisas que achei interessantíssimas. Aprendendo sempre. Isso não é fenomenal?

Ah! Mas também houve uma boa dose daqueles momentos desagradáveis. Ah, se houve! Senti dores que não sabia existirem. Vi cores escuras em locais onde o sol deveria brilhar. Pensando bem, não vi cor nenhuma. Era como quando os olhos se fecham e não se abrem mais. Esperei, em vão, pela brisa da manhã. Uma espera demorada. Choveu, quase nevou. Fez frio dentro de mim, quando lá fora era o calor que consumia a humanidade. Esperei demais de quem não tinha nada a oferecer. Não ofereci nada a quem esperou demais de mim. Não foi assim com você também?

Foi um ano alegremente triste. Ou entristecedoramente alegre. Sei lá. Sei que passou e o outro já está batendo na porta da frente.

Um ano com muitas vitórias e muitas derrotas. Um ano como outro qualquer, alguém arriscaria dizer. Não se engane, nenhum ano é igual.

O ano acaba. Sempre me faço a mesma pergunta.

Meio cheio ou meio vazio? No começo do ano era meio vazio. Agora, no fim, meio cheio. Parece que não mudou nada. Mas a diferença é estonteante.

E a você que me acompanhou, e conseguiu chegar até aqui, um Feliz 2008!

 

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Dec 13 2007

E a CPMF não passou…

Escrito por Willian em Política

 

E a CPMF não passou! Júbilos de alegria ecoam pela várzea. Multidões saem as ruas festejando! Bem, nem os júbilos nem as multidões. Só a CPMF que realmente não passou.

Realmente é algo inesperado. Ou será que não?

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Sem respostas ainda

Dec 05 2007

E a Safadagem continua…

Escrito por Willian em Política

E começa o samba do crioulo doido!

É pássaro voando para todos os lados. Tem gente atirando, tem gente levando tiro e parece que nada vai dar em nada, de novo.

Como o episódio mais obsceno da vergonha nacional, pelo menos segundo o NYT, [e não estou falando da Bruna Surfistinha, pelo menos dessa vez], o Renan se escafedeu. Saiu ileso do mar de acusações e, segundo a imprensa sensacionalista, vai se candidatar a presidente da Inglaterra. É… sei…

E foi ele que “pediu pra sair”, valha-me São Capitão Nascimento.

Mas ele deixou um “presentinho” para trás e, agora, todos querem brigar para ficar com esse badulaque. Quem será que vai conseguir?

É óbvio que tem mais coisa envolvida, mesmo que neguem.

Bem, é isso, menos um tuiuiú para ser cassado, menos um gavião no Alamut. Aliás, não tem muitos gaviões voando por esses dias, não é? Estão na entressafra.

O bravo é que ninguém mais fala do apagão aéreo. O governo tem uma atitude pífia de dizer que quer mudanças. Quer alterações. Quer, inclusive, reembolso.

Ai ai… e o fim de ano está chegando… Vamos ver daqui uns vinte dias.

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Nov 28 2007

E a CPMF continua na lide

Escrito por Willian em Política

A expectativa é algo singular.

No Houaiss, é definida assim: “situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento”

Interessante notar que sempre é alguém que espera alguma coisa. Como o Governo.

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