Oct 03 2008

Mais novidades

Escrito por Willian em Amenidades

Mais novidades.

Com isso de internet, cada dia encontramos coisas espetaculares.

Vou recomendar duas visitas muito importantes.

Ta aí do lado, para não esquecer.

A primeira recomendação é o site da Madame Livro, que além de muito bom - com matérias, blog, etc - tem ainda muita coisa para quem quer escrever um livro, já é escritor ou está procurando uma editora séria.

A outra recomendação é uma comunidade no ning, a Escritores do Brasil.  Uma comunidade de escritores, feita por escritores, para escritores e com escritores.

Ambos valem a visita.

Não percam!

Sem respostas ainda

Sep 11 2008

ABIN, grampos e a legitimidade do serviço de inteligência

Escrito por Willian em Política

Tá, já deu.

O que está acontecendo com esse país?

Que palhaçada é essa, onde um banqueiro safado consegue encobrir as investigações e agir como se nada tivesse acontecido?

Um banqueiro que manda no país? Que muda o foco, de uma das melhores investigações realizadas pela Polícia Federal, de tal forma que o Estado é quem está no banco dos réus?

A Agência Brasileira de Inteligência – ABIN – é parte integrante do SisBIn – Sistema Brasileiro de Inteligência – que é responsável por, além de outras coisas, “ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional” (art. 1º- Lei 9.883/99).

Além disso, a ABIN, como órgão central do referido sistema, é quem coordena as ações dos integrantes para verificar, através da inteligência e contra-inteligência, os riscos para o país, ou seja, segundo a lei citada: “terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência do País”.

A mesma lei define inteligência da seguinte forma: “entende-se como inteligência a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado.” (grifo meu)

Certo, introdução feita, vamos a algumas constatações.

A CIA (Central Intelligence Agency), uma das muitas organizações da comunidade de inteligência dos Estados Unidos, é conhecida por sua ação, DENTRO E FORA, do seu país sede, atendendo aos interesses nacionais onde forem necessários e da maneira que for mais conveniente aos interesses nacionais e da sociedade que protege. (http://en.wikipedia.org/wiki/Central_Intelligence_Agency)

O MOSSAD (serviço de inteligência de Israel), em 1960, veio até a argentina para: análise, vigilância, busca e apreensão de um dos maiores nazistas da história, um criminoso de guerra que atentou contra a vida dos judeus – Adolf Eichmann – e o levou para julgamento perante um tribunal israelense – desempenhando o seu papel enquanto Agência de Inteligência.

É de conhecimento público que o MOSSAD também fez várias outras operações em outros países da Europa, América do Norte e Ásia. (http://en.wikipedia.org/wiki/Mossad)

Além dessas organizações, vários outros países possuem órgãos de inteligência para zelar por seus interesses. Uma pequena lista encontrada online, no site da Wikipédia, pode ser vista aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_intelligence_agencies

Exposto isso, vamos agora ponderar sobre alguns pontos.

A ABIN, enquanto Agência de Inteligência, deve preservar pela soberania nacional e pela manutenção do Estado de Direito. Mas como isso é feito, na prática?

Através da análise de informações, da coleta de dados, do cruzamento e  compartilhamento, até onde for interessante, com agências de inteligência de outros países, de informações que sejam inerentes aos riscos determinados e levantados.

Não é natural que uma agência de inteligência não possa exercer o seu objetivo institucional. Ela sempre é criada com a intenção da defesa nacional.

Agora vamos evoluir um pouco o foco.

Essa bandalheira perpetrada por Daniel Dantas é espalhafatosamente nojenta. Uma investigação realizada pelo Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, ao cabo de quatro anos, conseguiu prender um dos maiores pilantras do sistema financeiro nacional.

Um empresário absolutamente desavergonhado, que cresceu à margem da utilização das concessões públicas e de contratos duvidosos, que sofreu processo de quebra de sigilo telefônico baseado completamente na legalidade (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=604) e que agora quer desestabilizar a nação através da manipulação velada, direta e indireta, dos poderes da República Federativa do Brasil.

É de se envergonhar morar em um país que, quando sua polícia judiciária trabalha avidamente no combate aos opositores do Estado de Direito, é rechaçada pelo congresso nacional, sendo tratada como criança levada, que fez algo indevido.

E a ABIN?

Meu bom leitor, a ABIN entrou na culatra de toda a (suposta e inventada) “crise”.

Ela deveria já, há muito, ter a prescrição legal de realizar as medidas que fossem necessárias para o provimento, manutenção e estabilidade da ordem nacional.

Sim, grampos são necessários e deveriam ter feito parte das atribuições/possibilidades da ABIN desde sua concepção, mas não só isso. As atribuições são claras, ela deve ter possibilidade de fazer com que a Soberania Nacional seja sempre do Brasil, sem correr o risco de que uma pessoa, organização ou empresa possa desestabilizar a ordem nacional.

Mas porque grampear Daniel Dantas?

Porque ele possui poder político e financeiro suficiente para desestabilizar a economia e a parcimônia social do país. Ele é um risco para a manutenção, desenvolvimento e crescimento do país.

Não somente ele, mas todos os empresários, especuladores, lobistas e políticos que prezam sua manutenção no poder em detrimento do bem público e social.

Daniel Dantas me enoja, Gilmar Mendes me enoja, o Nelson Jobim me enoja.

Como brasileiro, não consigo conceber que o presidente de uma CPI de grampos (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=607) desacate o diretor de uma Agência de Inteligência que presa pela prestação da proteção aos interesses nacionais, tampouco pelo circo formado para culpar o investigador, ao invés do investigado (http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8871).

Enquanto a sociedade civil, o ministério público, as polícias e algumas parcelas do legislativo se movem para tentar demonstrar, além de apoio, a necessidade da volta do Delegado da Polícia Federal, senhor Protógenes Queiroz, para o caso da operação Satiagraha (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=614), o banqueiro Daniel Dantas continua com trânsito livre, através das suas “facilidades”, para o desempenho de qualquer atividade que lhe convier.

Não é aceitável que o Brasil suporte isso, passamos da ditadura militar para a ditadura financeira? O povo deixou de ser refém de um Estado Militar para ser refém de um grupo financeiro?

Não dá para ser assim, não pode ser assim.

O Brasil tem que melhorar, e lugar de criminoso é na cadeia, mesmo que ele tenha seis bilhões de dólares em patrimônio.

Falando nisso, disso tudo de grampo, ainda não mostraram o tal áudio da conversa entre o Senador Demóstenes Torres e o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes.

Sei que é coro nacional, mas me junto.

Cadê o áudio?

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Aug 15 2008

Quanto vale um pedido de desculpas? - Olimpíadas

Escrito por Willian em Amenidades

“- Foi mal. Peço desculpas. Podia ter sido mais, eu estou muito chateado. O meu total normal é maior que isso. Não sei o que faltou.(…)” – Wellison Silva – Levantamento de Pesos – Pequim – 2008

 

É assim, o atleta vai, se esforça, luta e no final, em um esforço para conseguir conquistar alguma coisa para o Brasil, ele erra.

Um erro – por mais que tenhamos a tendência de culpar quem errou – é algo natural,  que poderia ser visto como esforço maior ou apreensão. Mas não é essa a atitude que comove – a de errar. O que comove é o pedido de desculpas.

Agora me pergunto “como assim ele está pedindo desculpas?”

O Brasil é quem deveria pedir desculpas, isso sim. Não tem incentivo nenhum a nenhum esporte. Não, nem futebol, se foi o que você pensou.

Quem incentiva o futebol no Brasil são os clubes privados. Dinheiro, grana mesmo do Estado, não tem. Não é como se o Brasil fosse Cuba, Rússia, França ou os Estados Unidos. Aqui simplesmente não se incentiva o esporte. Não tem incentivo no futebol não. E não tem em nenhum outro esporte.

Nada, nem judô, vôlei, atletismo, nem nada.

O Brasileiro que ganha alguma coisa, em olimpíada, ganha na raça, no esforço. Ganha pelo amor ao esporte, pelo amor ao país. Não é como ter um super-atleta como o Phelps, é ganhar por querer ganhar, por querer se esforçar para chegar a algum lugar no pódio.

A lei de incentivo ao esporte é uma piada grosseira e mal contada.

Os atletas que conseguem, vão treinar fora. Competem no exterior, tentam ganhar algum dinheiro fazendo o que escolheram com amor e dedicação. Afinal, a vida do atleta é regrada com treinos, dietas, esforços, comportamento e muitas outras coisas.

Quem decide lutar para ter algum reconhecimento, para ser diferente e melhor no esporte que pratica, enfrenta a luta dentro e fora do caminho que escolheu. Enfrenta as dificuldades de treinar com qualidade e, em alguns casos, as dificuldades de não ter dinheiro pra sobreviver.

Mesmo a ginástica, uma das modalidades mais bem estruturadas do país, poderia ser melhor. Todos sabem que poderia. Mas, com esforços e sacrifícios das Danieles, Diegos e Jades, vai se levando como está.

A vergonha não é do atleta, é do país.

Assim, competir já é muito mais do que o esperado e os bronzes valem ouro. Então, Wellison, quem tem que pedir desculpas, não é você, somos nós.

Você foi melhor do que o Brasil merece.

Obrigado por ter se esforçado.

 

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Jul 18 2008

E a Polícia Federal morreu… Satiagraha

Escrito por Willian em Política

Eu não queria falar sobre esse negócio todo da Satiagraha – por uma questão pessoal – mas não vejo outra forma. Acho que tem besteira demais sendo falada por todos os lados.

Estão todos muito preocupados com o delegado, se ele disse isso, se fez aquilo, se não vai participar mais da investigação, se vai fazer festa de fim de ano, se vai ter árvore de natal, essas coisas.

Importância nacional, sem dúvida.

Mas veja só, o Gilmar Mendes, ministro presidente do STF, concedeu os dois Habeas Corpus para o Daniel Dantas, isso é fato. Aconteceu.

Claro que eu sou leigo, afinal, como eu – que não entendo nada de Direito ou do processo judiciário nacional – posso condenar que um cidadão, tão importante quanto qualquer brasileiro, consegue impetrar recurso diretamente na última instância do poder judiciário e sumariamente ignora todo o trajeto que qualquer outro brasileiro iria enfrentar. Afinal, ele é tão importante quanto qualquer brasileiro, não é?

Se todos são iguais perante a lei (CF - Art. 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” – grifo meu), então o Dantas é tão importante quanto qualquer um, logo – espera-se – que ele tenha que seguir o mesmo trâmite em processos judiciais que qualquer outro cidadão. Certo? Certo? Errado.

Dantas tem “facilidades”. O problema é a primeira instância. De Sanctis. De fato.

Todo regra, todo escopo, todo mentira, todo torto. Esse é o processo judicial brasileiro.

Mas o presidente – do Brasil, não do STF – acha que o delegado tem que se explicar, e diz isso pra nação, e depois a PF, instituição de proteção e investigação da república, divulga trechos da conversa, que o Queiroz quis sair, essas coisas. Claro, ele quis sim. Tanto quis, que questionou a fita.

Adultério. Adulterado. Tudo diferente do combinado.

E você duvida que os advogados do Dantas já não tiveram acesso ao processo? Porque ele continua calado? Porque não vendem Gol novo, na cor laranja? Laranja é algo tão comum hoje em dia…

Porque a imprensa está tão preocupada com o delgado delegado designado?

O foco é o Dantas, mas isso não parece importante.

O foco é a “BrOi”, o Opportunity. 1 bilhão de doletas. É isso.

Mas não, melhor pensar no cisma do judiciário. Davi x Golias. De Sanctis x Mendes. E não é que, ao que parece, o Davi ganhou de novo?

Mais de quatrocentas autoridades em ato de desagravo.

Morro de orgulho da Polícia Federal, mas o STF deixou a desejar.

Mas e o Dantas?

Por enquanto está tomando Clicquot Veuve, em uma de suas coberturas. Daqui um tempo ele vai tomar caipirinha, em ROMA.

 

 

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Jul 07 2008

Vontade

Escrito por Willian em Amenidades

A vontade é o combustível da ação.

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