Nov 06 2007

Caso Suzane Richthofen - Continuando a falácia

Escrito por Willian em Amenidades

Na luta pela sobrevivência, o ser humano é capaz de muita coisa.

Mata, engana, finge, mente e… pede indenização.

Suzane Richthofen é, mais uma vez, notícia. Através do seu advogado ela, Suzane Richthofen, entra com outra ação no STF pleiteando um hábeas corpus para livrá-la de cumprir a pena a que foi condenada, aguardando, assim, o resultado de todos os recursos, EM TODAS AS INSTÂNCIAS, em liberdade.

Acreditam? Pois é verdade, você pode conferir.

Vocês tem a mínima noção do que isso significa?

Deixar uma assassina a mais por aí, solta. Livre. Rir da cara da justiça.

Tudo bem que é divertido ver a atuação dela, se você acompanhar o caso através dos acontecimentos. Desde a falácia que aconteceu no Fantástico, ela tem certa facilidade de aparecer na mídia.

Vai presa, sai solta, volta presa, torna a sair, chora, reclama, protesta, desiste da herança, volta atrás, quer administrar melhor o legado dos pais que matou. Suzane Richthofen é atriz, merece um Oscar, sem dúvida. Ou pelo menos um Prêmio Jabuti, com o livro que deve escrever quando sair da cadeia. O que, se depender do advogado dela, não deve demorar muito.

O pedido é baseado em um voto do ministro Marco Aurélio de Melo – o famoso ministro “voto vencido” – em um pedido anterior. Apesar de já ter visto algumas coisas legais que ele falou na TV Justiça; acredito que o voto, como favorável, no parecer anterior do hábeas corpus de Suzane Richthofen é um equívoco sem precedentes.

O ponto é, mesmo que o Papa perdoasse a Suzane Richthofen, ela ainda teria a dívida com a sociedade Brasileira.

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Sep 26 2007

Caso Suzane Richthofen

Escrito por Willian em Amenidades

Acabei de ler no UOL uma notícia no mínimo engraçada.

A Suzane Richthofen pediu uma indenização que vai chegar à bagatela de R$ 950.000,00 para o Estado.

O motivo?

O Estado foi omisso em uma rebelião e ela sentiu "pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror".

Acho que isso merece um pensamento mais crítico.

Onde o Estado foi omisso? Em não garantir a segurança de uma presidiária, dentro do complexo, onde ela deveria passar por um regime que a permitisse voltar ao convívio social?

Que o sistema prisional Brasileiro é falido, isso não é questionável. Entretanto, se for assim, todas as detentas que estavam na mesma situação também passaram pelo mesmo terror, logo, são passíveis de solicitar uma indenização.

Então naquele caso que o Beira-mar participou de uma rebelião e vários presos foram mortos, as famílias também tinham que pedir indenização? É assim que funciona? Se o Estado tiver que indenizar toda e qualquer rebelião onde algum presidiário estiver se sentindo tolhido, então será um grande negócio ser preso.

Já pensou? Roubei uma galinha, me manda pro xilindró - chegando lá, armo uma bagunça, saio cinco dias depois e processo o Estado por uns 15 milhões. Haja paciência!

Não defendo que só pelo fato dela ser uma criminosa condenada não possua o direito de se defender da forma que achar mais correto. Acho que tem direito e deve exercê-lo. Mas há de existir parcimônia e esse processo contra o Estado é uma inversão sem tamanho.

Desculpe Suzane, mas se você não tivesse assassinado os seus pais friamente para conseguir a grana que agora está com o seu irmão, você não teria que ficar chorando pra ele e, mais importante, não teria sido presa. Se não estivesse presa, não passaria por tudo isso. Relativismo à parte, o que fica claro é que se ela não conseguiu arrancar uns trocados do irmão milionário, então que tente arrancar do Estado. Atitude aburdamente sem senso.

Esse caso todo foi muito parecido com filme, novela, sei lá. Quando ela sair da prisão, ainda vai escrever um livro, podem contar com isso. Basta esperar.

Sem respostas ainda